Amor bandido: A história de Sid Vicious e Nancy Spungen

 Por Marcella Matos

Por mais que você nunca tenha assimilado o nome à pessoa (Sid foi baixista da banda punk Sex Pistols), com certeza você já ouviu falar destes nomes, afinal de contas, reza a lenda que Sid Vicious tenha esfaqueado e matado Nancy Spungen. Vamos aos fatos!  

Nancy Spungen (conhecida por sua fama de groupie) e Sid Vicious tinham um amigo em comum, Linda Ashby. Linda dividia apartamento com Sid e  Johnny Rotten, na Inglaterra, local onde Nancy se instalou, recém-chegada dos Estados Unidos.

Em relacionamento, Nancy e Sid, se drogavam juntos (Nancy apresentou a heroína a Sid) e brigavam demais, bem no estilo tapas e beijos. Reza a lenda que Sid batia em Nancy com seu próprio baixo.

Não se sabe ao certo, mas a versão mais aceita no caso Sid e Nancy é a de que ele, drogado, tenha esfaqueado Nancy no abdome. Nancy foi encontrada morta no banheiro do hotel Chelsea, em Nova York, lugar onde moravam, no dia 12 de outubro de 1978.  O baixista dizia não se lembrar de nada; ele foi acusado e preso pelo assassinato de Nancy, porém, fora solto após a gravadora ter pagado a fiança. As investigações nunca foram concluídas.  Como na história de Romeu e Julieta, Sid se suicidou um tempo depois, já que os dois tinham feito um pacto de morte. Sid seguiu fielmente e com louvor sua filosofia de vida que era: Viver intensamente e morrer jovem. Morreu aos 21 anos de idade em consequência de uma overdose de heroína.

Segundo Malcolm McLaren, empresário da banda, Sid Vicious não matou Nancy Spungen. O acontecido naquele fatídico quarto do hotel Chelsea, segundo McLaren, foi o seguinte: Nancy teria brigado com um suposto ladrão (já que o quarto estava sempre de portas abertas para Deus e o mundo), e ele, para se defender, teria pegado a faca de Sid, pendurada na parede do quarto nº 100, e acertado Nancy.  Em defesa ao baixista, McLaren disse – em entrevista publicada pelo site Whiplash – “Sid era capaz de muitos atos autodestrutivos, mas não acho que ele poderia matar alguém, especialmente a namorada, a menos que um duplo suicídio tenha dado errado”.

Malcolm McLaren

Existem outras versões para o assassinato de Nancy. Uma delas é a de que o fornecedor de drogas do casal tenha matado Nancy enquanto Sid “repousava” com uma alta dose de um coquetel quase puro de heroína. Há outras que dizem que a própria Nancy tenha se matado após os dois terem feito o pacto de morte. E, por último, a existência de um cheque de 14 mil dólares, que pertencia a Sid, cuja existência, muitas pessoas sabiam.   

Dee Dee Ramone, Sid e Nancy

Para descrever esta relação – destrutiva principalmente para Sid- bem no estilo sexo, drogas e rock’n’roll, ninguém melhor que um dos próprios envolvidos: “Nós dormimos na mesma cama durante 5 noites antes de transar. Ele não me atraia sexualmente. Uma noite estávamos voltando do Roxy e eu disse a ele: “Essa noite vamos transar…”. Nós fomos pra casa e fizemos, fizemos isto pelo quarto, no banheiro e em todos os lugares. Eu o acho sexualmente atraente agora. Eu o ensinei todas as coisas que precisava saber. Eu pus aquela aura sexual em Sid, ele era um lindo virgem antes. Ele foi mudado por mim como nunca tinha sido antes, ele estava encantado comigo”. Descreve Nancy Spungen.

Enquanto esteve preso, Sid escreveu boas músicas e poesias para Nancy (que nunca foram gravadas). 

Sid e Nancy inspiraram muitas vertentes das artes. A história do casal foi contada no filme Sid & Nancy – O Amor Mata, com Gary Oldman e Chloe Webb nos papéis principais; o roteiro foi baseado num livro escrito pela mãe de Nancy, Deborah Spungen, And I Don’t Want To Live This Life (o título do livro foi retirado de um dos poemas escritos por Sid). 

Filme Sid & Nancy – O Amor Mata

 

O casal também foi tema de músicas, como Love Kills, I Don’t Want To Live This Life (anymore), ambas dos Ramones; Butterfly (Crazy Town), Dead n´Gone (The 69 Eyes) e Sid Vicious Was Innocent (The Exploited).

Sid e Nancy inspiraram até o anime Nana! Há personagens que fazem referência aos dois. Até em um dos episódios dos Simpsons há referência ao casal.

Alguns dos discos clássicos que mudaram e marcaram a história do Rock:

Por: Marcella Matos.

Seja como forte inspiração para as bandas da contemporaneidade, que beberam e bebem dessa fonte até se fartar, seja como um modo de vida – uma sobrevivência diria – para milhares de pessoas, o fato é que não podemos limitar em poucas palavras a importância do Rock, e consequentemente, de seus discos clássicos para a história da música e da própria atualidade. O Rock tem raízes negras (em fins da década de 50), sua inspiração foi o Blues (espécie de mistura entre a música negra e europeia) e o Rhythm and blues (variação do Blues, com a incursão da guitarra elétrica e da dança).

Image

Lendas como Chuck Berry, B.B. King, Muddy Waters e muitos outros serviram de fonte para artistas como Elvis Presley e Buddy Holly, por exemplo. Eis os discos que fizeram história:

Highway 61 Revisited(Bob Dylan): Disco de 1965, no qual está presente o grande clássico Like a Rolling Stone e muitos outros, Dylan, com seu vocal e sua linguagem surrealista, disseminou uma nova forma de fazer música, na qual desilusões amorosas deram lugar a letras mais politizadas e críticas. Influenciou Jimmy Hendrix e muitos artistas de nosso tempo.

Pet Sounds (The Beach Boys): Para se ter uma ideia da importância deste disco de 1966, ele foi inspiração (pelo seu experimentalismo) para as melodias de outro clássico, o Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. No Pet Sounds há elaboradas harmonias vocais e instrumentais que viriam influenciar o mundo Pop com seus inovadores arranjos musicais nunca visto antes.

Ramones (Ramones): Disco de 1976, levou sete dias para ficar pronto, e teve, digamos, um orçamento bem modesto (equivalente a 6.400 dólares).  Os Ramones, que não sabiam tocar nem cantar direito, adicionoram velocidade á música com apenas três acordes e no estilo faça você mesmo. É considerado como o primeiro disco de Punk Rock da história, e serviu de inspiração, com suas letras e certa agressividade, a diferentes vertentes do Rock, como Heavy Metal, grunge, e muitos outros.

Nervermind (Nirvana): Lançado em 1991, desbancou Dangerous, do Michael Jackson, há 118 semanas no topo das paradas americanas. Nivermind com seu apoteótico sucesso abriu os olhos das gravadoras para o grunge de Seattle, na qual diversas bandas, como Alice in Chains, Pearl Jam, Dirt,  e muitas outras, foram contratadas pelas grandes.  Foi um disco que mudou muita coisa no cenário musical daquele tempo. De acordo com o programa TOP TOP MTV, depois do lançamento de Nivermind, o underground virou o mainstrean.

Never Mind The Bollocks (Sex Pistols): Disco que causou impacto com suas críticas ao governo inglês e abriu o caminho para outros jovens manifestarem sua fúria contra a sociedade e seus valores estabelecidos. O disco de 1976 mudou a história do Rock com seu improviso e sua carga altamente agressiva. Fora a atitude e o visual que marcaram e marcam as gerações, era uma nova forma de ver e de falar (ou gritar) para o mundo.

Sgt. Pepper´s Lonelly Hearts Club Band (Beatles): Neste disco houve a união de vários estilos bem diferentes um do outro, como música clássica, Rock e música hindu! Tudo é perfeitamente coeso. Inovador do design da capa á gravação técnica, o disco coincidiu com as inovações de muitos outros artistas. Depois deste álbum as regras estáticas do mundo musical foram abandonadas.

Fonte: Revista Mtv.


Dark side of the moon do Pink Floyd permaneceu por 15 anos na lista dos 200 discos da Billboard

%d blogueiros gostam disto: