É o amor… As musas que inspiraram grandes canções de rock:

Por Marcella Matos

Por trás de toda expressão artística há sempre uma inspiração, e o amor, claro, é uma delas. Fonte inesgotável de lampejos criativos, da qual bebem artistas das mais variadas vertentes, o amor rompe as barreiras do tempo, cravando suas raízes ao longo da história, afinal de contas, no decorrer dos séculos foram tantas as manifestações que a tiveram como inspiração que, sem dúvida, essa temática prova o quanto é imune às intempéries dos anos: Quer se trate de um poema, uma pintura ou uma canção de rock… Músicas interessantes foram escritas por compositores cujas experiências amorosas, contada nos versos, nos fazem refletir o quão facetado é o amor… Daria uma interessante livro, e foi o que de fato aconteceu: Músicas e Musas, livro de Michael Heatley e Frank Hopkinson, narra a história de cinquenta canções que tiveram musas como inspiração. Como junho é o mês dos namorados, listarei algumas musas eternizadas na história da música.

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 MÚSICA:  Sweetest Thing 

 BANDA: U2

MUSA:  Alison Hewson

Datas são realmente fáceis de serem esquecidas, mas quando esta data, em especial, é o aniversário de uma pessoa da qual você tem estima, o deslize é mais delicado… Foi o que aconteceu com Bono Vox, vocalista do U2. Bono esqueceu o aniversário de Alison Hewson, sua esposa, pois  trabalhava duro na gravação do álbum The Joshua Tree.

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Para se desculpar pelo acontecido,  Bono escreveu para ela a canção Sweetest Thing, cujo clipe é um (também) criativo pedido de desculpas. O clipe se passa sob a perspectiva de Alison, estando Bono à sua frente se esforçando ao máximo (para ser perdoado)… Paralelamente acontece (na rua, durante o percurso de Alison e Bono) mil e uma inusitadas situações.

 

 

 

MÚSICA: Marcella

BANDA: The Beach Boys

MUSA:  Marcella, a massagista

Nada melhor como uma boa massagem, não é mesmo? Relaxante, revigorante e desfadigante… Brian Wilson, líder e fundador dos Beach Boys, era adepto, até por demais, dessa atividade, gerando um clima de desconfiança na banda, já que regularmente citava um tal salão de massagens, localizado em West Hollywood… Suas visitas ao local tornaram-se cada vez mais frequentes; e uma tal Marcella, massagista no lugar, era assunto recorrente em suas conversas… Sobre a moça, Jack Rieley, um dos integrantes da banda, entrega:

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P.S. Não encontramos registro fotográfico da misteriosa Marcella

“A única coisa que eu conseguia pensar para acabar com a fixação de Brian era concentrá-lo em algo. Assim, fui eu quem sugeriu “Marcella” como o título para uma melodia que Brian estava trabalhando. Com a minha promessa de escrever a letra “Marcella”, ele saltou para o projeto com imenso entusiasmo”.

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A música, lançada no disco Carl and the Passions – So Tough (1972), de acordo com Brian Wilson foi uma tentativa de homenagear os Rolling Stones.

Brian Wilson é considerado um dos compositores mais criativos do século XX, responsável por popularizar, durante a década de 60, um estilo de vocal bem característico dos Beach Boys. A banda influenciou grandes nomes da música, como os Beatles, por exemplo. O disco Pet Sounds, lançado em 1966, deu início a um marco na história da música contemporânea: Apresentava uma sonoridade mais ousada, já que era composto por instrumentos nada convencionais, dispunha de efeitos sonoros diversos, além dos elaborados arranjos vocais já citados… Enfim, todas essas inovações contribuíram para um som rico e original, bastante singular para a música da época. George Martin, famoso produtor dos Beatles, já disse em entrevista o quão influente Pet Sounds foi para a banda: “Sem Pet Sounds, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Disco clássico dos Beatles) não teria acontecido… Pepper’s foi uma tentativa de igualar Pet Sounds”.

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MÚSICA: “Somenthing” e “Layla”

BANDA: ‘Beatles’ e “Derek and the Dominos (Eric Clapton)”

MUSA: Patti Boyd

  O nome Pattie Boyd pode até passar despercebido… Entretanto não se pode dizer o mesmo das duas canções que lhe foram dedicadas; inesquecíveis obras primas na carreira dos dois amigos músicos. Pode parecer um pouco piegas, mas Pattie Boyd, George Harrisson e Eric Clapton foram protagonistas do triângulo amoroso mais famoso da história da música, já que ambos os guitarristas eram amigos e parceiros musicais de longa data…

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   Pattie e George se conheceram durante as filmagens do primeiro filme dos Beatles, A Hard Day’s Night (1964). A modelo foi casada com George Harrison por longos dez anos… Que lhe escreveu a canção Something.

Após se separar de Harrison, Patti Boyd assumiu romance com Clapton… Razão que abalou a amizade dos dois. Eric já afirmou em entrevista que sua paixão por Patti foi à primeira vista… Estando George Harrisson ainda casado com ela. De acordo com Patty, as infidelidades do marido, juntamente com os abusos de drogas, contribuíram para a separação do casal. 

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Eric Clapton, à frente da banda Derek and the Dominos, lançou o disco  Layla and Other Assorted Love Songs (1970), no qual declarou seu amor por Pattie (ainda casada com Harrison). Sobre Layla, o crítico da Rolling Stone escreveu: ‘Há poucos momentos no repertório das gravações de rock&roll onde um cantor ou compositor foi tão fundo dentro de si mesmo, que o feito de escutar a canção é semelhante a testemunhar um assassinato ou um suicídio. Layla é o maior deles’.

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Entrevistada pelo Jornal britânico Dail Maill, Pattie descreve a noite em que Eric Clapton declarou o seu amor:

“[…] Eric Clapton me pediu para ir escutar uma nova música que havia escrito. Ele ligou o gravador, aumentou o volume e tocou para mim a música mais poderosa e tocante que eu já havia escutado. Era “Layla”, sobre um homem que se apaixona perdidamente por uma mulher que o ama, mas não está disponível. Ele tocou para mim duas ou três vezes, olhando meu rosto a todo momento para ver minha reação. […] Meu primeiro pensamento foi: ‘Oh Deus, todo mundo vai saber que é pra mim'[…]”

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Eric Clapton e George Harrison

Pattie não cedeu às investidas de Clapton: “Eu me sentia desconfortável por ele estar me empurrando em uma direção que eu não estava certa se queria ir”. De coração partido, Clapton deu início a um exílio musical (regado a muito consumo de drogas) que duraria três longos anos… Ao mesmo tempo a crise no casamento de Pattie e George Harrison adentrava num labirinto sem saída, após o guitarrista traí-la com a esposa de seu parceiro de banda, Ringo Star. Com o término do casamento, Eric e  sua “Layla” assumiram compromisso… Se casaram em 1979, nove anos após o lançamento do disco dedicado à amada. 

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“Ao perceber que eu havia inspirado tanta paixão e criatividade, a música tirou o melhor de mim. Eu não pude mais resistir… A mais criativa, talentosa e interessante pessoa que já havia conhecido.” Relata Pattie.

 

 

MÚSICA: All Star

BANDA: Cássia Eller e Nando Reis

MUSA: Cássia Eller

Já diz o velho e sábio ditado popular que amigos são a família que escolhemos… Construir laços de amizades sinceras é importante para se ter uma boa qualidade de vida, afinal de contas estarmos acompanhado por pessoas que nos façam sentir mais leves, e o mais importante, que nos ame pelo que somos, é essencial para alcançarmos um patamar de serenidade só possível com interações dessa simplicidade.

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Gravada originalmente  na voz de Nando Reis, All star é sobre a relação de amizade de Nando e Cássia, cuja parceria musical contribuiu para o fortalecimento da amizade dos dois: “Fiz essa música sob o forte impacto do estreitamento de nossa amizade, durante o período que antecedeu ao convite que ela me fez para que trabalhássemos juntos” lembra o cantor em entrevista à folha de São Paulo.

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Cássia Eller usava frequentemente um All Star azul, que ela carinhosamente chamava de tênis “baiaba”… Nando ganhara o dele ainda jovem; um presente de sua mãe, já que o músico vira o vocalista do Jethro Tull, Ian Anderson, no disco Living in the Past, com um All Star preto e de cano alto… O tênis que permanecera guardado por anos foi “desaposentado” por Nando Reis, que usou-o na frente da amiga: “E, assim, o tênis virou uma espécie de símbolo na nossa relação complementar. Foi a partir dessa metáfora que escrevi a música”. Relembra Nando.

No início do vídeo, Cássia fala sobre a origem da música

Cássia morava no décimo segundo andar, em Laranjeiras, bairro do Rio de Janeiro, onde Nando frequentemente a visitava: “Lá passávamos a madrugada conversando, tocando violão. Foi na esteira desses dias que ela me fez o convite para produzir seu disco”. Era o início de uma parceria musical que se estenderia muito além.

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MÚSICA: See Emily Play

BANDA: Pink Floyd

MUSA: Emily Young

Syd Barrett era um músico à frente de seu tempo, suas ideias inovadoras contribuíram para o que mais tarde seria conhecido por rock psicodélico, expressão artística e gênero musical, cuja liberdade de criação era a “força motriz” para ilimitadas possibilidades em estúdio.

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Estando à frente do Pink Floyd, foi o responsável pelas principais ideias da banda, trazendo “conceitos” inovadores. Barrett era um guitarrista muito habilidoso e virtuoso… Foi um dos primeiros músicos a explorar totalmente as capacidades sonoras de distorção.

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Enquanto membro da banda, Syd Barrett compunha a maior parte das músicas do Pink Floyd. Dono de uma escrita única, suas canções são ladeadas por um certo mistério…  “See Emily Play” é de sua autoria: Música doce, “lunática” e inocente sobre uma jovem e jogadora Emily… Como compôs num período em que fazia uso constante de drogas, principalmente LSD, cujo excesso viria a comprometer sua saúde física e mental, não se sabia ao certo a veracidade sobre a origem da música… Numa entrevista dada para divulgar a canção, Barrett disse que “See Emily Play” nasceu após o uso do alucinógeno (enquanto repousava num belo jardim), vindo em seguida a adormecer… Uma menina lhe apareceu,  era Emily… Posteriormente ele desmentiu a história, dizendo que a tinha inventado para promover a canção.

De acordo com Saucerful of Secrets: The Pink Floyd Odyssey, primeira  biografia completa da banda, escrita por Nicholas Schaffner, a música foi inspirada em Emily Young, filha de Wayland Hilton Young, nobre inglês, cujas visitas ao clube UFO, local onde o Pink Floyd ia jogar, eram frequentes. Emily constantemente acompanhava o pai nessas visitas ao lugar; foi apelidada de “a estudante psicodélica”. Nos dias atuais Emily leva uma vida simples no Reino Unido, cujo trabalho como escultora é estimado. Indagada sobre a canção, ela diz: “É muito presunçoso para eu dizer… Mas sinto-me honrada, é uma canção maravilhosa. Não me encontrei com ele (Syd Barrett) muito bem.. Apenas o suficiente para dizer um “olá” ou pedir um “cigarro”.

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“See Emily Play”, abriu caminho para o sucesso do Pink Floyd, liderado pelo espirituoso e brilhante, Syd Barrett.

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MÚSICA: SWEET CHILD O’ MINE

BANDA: GUNS N’ROSES

MUSA: ERIN EVERLY

 Chegar ao topo não é algo fácil. Por mais árduo que seja o caminho, e por mais preparado que o “combatente” esteja: Munido de coragem, esforço, talento, e tantos outros predicados possíveis de se caber numa “armadura”, no final das contas respirar o ar puro das alturas e sentir o gosto da vitória é para poucos… O Guns N’Roses, logo no disco de estreia, Appetite For Destruction (1987), mostrou a que veio: Hard Rock enérgico,  original e sem firulas…. 

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…Sweet Child O’ Mine, primeiro grande sucesso da banda, surgiu ao acaso, sem pretensão de ser materializada, já que Slash dedilhava, o que mais tarde seria, a introdução de Sweet Child O’ Mine, juntamente com Duff Mckagan e Izzy Stradlin que tocavam os acordes por trás. Axl Rose, atento, ouvia tudo do outro cômodo da casa… E, ao mesmo tempo, compunha os versos de Sweet Child O’ Mine, inspirado em sua “Doce Criança”, Erin Everly. 

ERIN APARECE NO CLIPE DE SWEET CHILD O’ MINE

Extravagante como é, claro que Axl Rose não limitaria sua história de amor em apenas um ato… Sua “odisseia amorosa” seria contada numa trilogia de clipes: Don’t Cry, November Rain e Estranged. As letras das músicas foram inspiradas no conto “Without You”, escrito por Del James, amigo de Axl. O conto narra a história do roqueiro Mayne, personagem inspirado na vida de Axl Rose.

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[…] “Para mim, o conto “Without you” ajudou a focalizar o que poderia acontecer em minha vida e, muitas vezes, o que aconteceu. Apesar de Del (amigo e autor do conto) ter se inspirado em situações pelas quais eu estava passando na época, esse foi o jeito que ele encontrou de me ajudar a admitir e enfrentar uma situação dolorosa. Isso, talvez, tenha me impedido de ir longe demais algumas vezes” [..] Desabafa Axl Rose

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Axl, em entrevista (traduzida pelo site Whiplash.net), conta que no vídeo de Don’t Cry há cenas que foram baseadas no seu relacionamento real com Erin Everly: 

“No videoclipe de Don´t Cry há uma cena em que apareço brigando com a Stephanie (Seymour, namorada de Axl na época) portando uma arma. Isso aconteceu de verdade na vida real, comigo e Erin (Everly, ex-esposa de Axl). Eu ia me matar. Nós brigamos pela arma até que eu finalmente deixasse Erin pegá-la de mim. Antes de gravar, eu disse: “Isso parece bem difícil, pois realmente aconteceu. […] Fazer essa cena foi um processo bastante doloroso.”

O tumultuado relacionamento do casal serviu de lampejo criativo para o desenrolar da trilogia, cujas cenas são envoltas em mistério e metáforas, na qual os fãs criaram possíveis teorias que explicam as simbologias presentes nos clipes, como o golfinho presente em Estranged, por exemplo, que significaria o “renascimento espiritual” de Axl,  ou seja,  a superação dos obstáculos presente nos clipes anteriores.  

O conto de fadas dos pombinhos não durou muito… Devido aos excessos cometidos pelo músico, sua infidelidade constante e as turbulentas discussões, Erin e Axl se divorciaram após nove meses de união (Detalhe: Quando tinham apenas um mês de casados, Axl chegou a pedir divórcio de Erin, mas se arrependeu e voltou atrás).

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Parafraseando o Burro (do Shrek): “Casamento de gente famosa não dura…”

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 PARA QUE O POST NÃO FICASSE EXTREMAMENTE LONGO, RESOLVEMOS DIVIDIR O TEXTO EM DUAS PARTES… EM BREVE MAIS MUSAS QUE INSPIRARAM GRANDES CANÇÕES DE ROCK PARTE 2

 

 

 

 

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Mulheres no rock (segunda parte): Especial dia internacional da mulher

Não é mentira para ninguém que o cenário do rock sempre foi dominado pelo sexo masculino, no entanto há sim! inúmeras mulheres no mundo do rock, que dão um show entre os diversos gêneros e subgêneros do estilo, dando um quê a mais nas respectivas bandas da qual fazem parte. Fazer uma lista é sempre muito difícil, pois cada artista deu sua contribuição para o estilo que canta/toca, então variamos os estilos e as décadas para (tentar) representar cada geração de artistas.

PARA CONFERIR A PARTE 1 (QUE POR SINAL FOI UMA DAS PRIMEIRAS POSTAGENS DO BLOG!) CLIQUE AQUI

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Nina Hagen, Garbage, Brody Dalle,PJ Harvey, Lita Ford, Karen O, June Carter, The Donnas e Hole

Doro:

Os anos 80 foi marcado pela presença de grandes nomes do rock, avalanches de hinos, exageros,excessos… Tudo isso foi eternizado na memória e na história da música, pois há bandas e artistas que ultrapassam a barreira do tempo e dos mais diversos modismos, sendo Doro um exemplo forte (e feminino!) disso.

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Sua carreira decolou ao ingressar como Vocalista da banda Warlock, grande sucesso na década de 80, e com um  grande diferencial, pois enquanto as outras bandas tinham “frontmans”, o Warlock dava o ar da graça com Doro Pesch à sua frente; Atualmente Doro está em carreira solo, e não perde em nada para artistas masculinos do gênero, estando ela, incluída entre os clássicos da época, e ainda por cima  já teve a honra de dividir os vocais com Lemmy Kilmister (Motörhead).

Kim Gordon:

Presença feminina no Sonic Youth,  Kim e sua banda  marcou e alimentou a cena Grunge dos anos 90. A importância da cena grunge para a sonoridade que o rock adotaria a partir de então é imensurável. 

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Kim Gordon carrega em seu “currículo” outras múltiplas atividades, que incluem produção musical (do primeiro disco do Hole), pintura (ela é formada pela faculdade Otis of Art & Design, Los Angeles), atuação, curadora de exposições, entre outras ocupações.

Infelizmente a banda deu fim às suas atividades em 2011, após Kim e Thurston Moore (vocais e guitarra) se separarem.

Tarja Turunen:

Dona de uma timbre inconfundível e de grande alcance vocal, Tarja foi vocalista do Nightwish até o ano de 2005, deste então segue carreira solo. 

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Simone Simons, vocalista do EPICA, banda de mesmo gênero do Nightwish, se interessou por canto lírico ao escutar o terceiro  disco do Nightwish, Oceanborn (1998).

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Tarja Turunen é muito querida pelos fãs de Heavy Metal, tendo participado da gravação do DVD Angels Cry – 20th Anniversary Tour, do Angra. A cantora lançou atualmente seu quarto disco solo intitulado Colours In The Dark.

Angela Gossow:

Quem disse que mulheres não conseguem ou podem cantar um vocal gutural? Angela Gossow é um exemplo real e feminino disso! O Arch Enemy é figurinha carimbada nos principais festivais de heavy metal ao redor do mundo, angariando cada vez mais fãs.

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Angela, antes de entrar na banda, ao entrevistar o guitarrista da banda, Michael Amott, mostrou a ele um vídeo seu; tempos depois o então vocalista do Arch Enemy, Johan Liiva, saiu da banda, e Angela foi convidada para um teste… O resto é história.

 

Cassia Eller:

Grande exemplo de vocal brasileiro e feminino, Cassia Eller era dona de uma personalidade bem pessoal; possuía uma voz autêntica que dava em cada canção/interpretação sua  identidade, independente do  gênero musical.

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Cassia viveu intensamente  e desfrutou de suas habilidades musicais, eclética, divagando por muitos estilos musicais, sem perder sua essência. Nos deixou precocemente aos 39 anos no auge de sua carreira.

Kim Deal:

O Pixies foi uma grande influência para o Nirvana (com seus versos suaves, refrão pesado), tendo Kurt Cobain comentado em uma entrevista: “Estou conectado com a banda (Pixies) tão fortemente que eu deveria estar nela”.

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Baixista do Pixies, Kim Deal marcou seu nome no patamar de grandes influências da música. Kim tem uma banda com sua irmã, Kelley, o The Breeders.

Lzzy Hale:

Vocalista e um dos fundadores da banda Halestorm, em atividade deste o ano de 1997, Lzzy começou na banda aos 13 anos!

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Apesar de nova, a banda  já coleciona algumas vitórias, como o prêmio de melhor performance (Grammy) com a música Love Bites. A banda já lançou ao todo três discos.

Pat Benatar:

Dona de grandes hinos do rock, como Hit Me With Your Best ShotHeartbreaker… Pat Benatar fez um extremo sucesso na década de 80, juntamente com outros grandes nomes da época. 

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Patti Smith:

Na lista de grandes personalidades do rock feminino uma representante do punk não poderia ficar de fora, e ninguém melhor do que Patti Smith para preenchê-la, por sua grande influência gerada no rock a partir de então.

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Patti Smith é uma artista de gosto apurado para as várias vertentes da arte, da musica à poesia, sua arte é intelectual e atemporal, dando ao rock uma representante de peso. Muitos artistas, como Bono Vox, por exemplo, colocam seu primeiro disco, Horses, como de extrema importância para a carreira musical.

Amy Lee:

Muita gente torce o nariz para Amy (injustamente), no entanto não podemos tirar sua importância para o cenário da música:

Primeiro: Por ser a cabeça e a líder de uma grande banda de sucesso (feito alcançado por poucos)

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Segundo: Por influenciar (diria até salvar) tantas garotas, em uma sociedade na qual as rádios só tocam Rihanna, Lady Gaga (e outras tantas artistas que querem ser diferentes, mas que no fundo são todas iguais). Afinal de contas, artistas como Amy são muito importantes,  pois dificilmente as pessoas (quando pré-adolescente) se iniciam no rock escutando algo pesado, pois tudo é um processo contínuo, você vai amadurecendo e o seu gosto  musical também…

Terceiro: Talento a moça tem, e ninguém pode negar. Ela canta, toca piano, escreve suas próprias canções…

 Siouxsie Sioux:

Representante do movimento pós-punk britânico, Siouxsie & the Banshees é muito lembrado por suas canções,claro, mas também pela sua vocalista excêntrica,  Siouxsie Sioux, e sua marca registrada: Os olhos bem pintados, que viriam a influenciar a estética gótica. ícone, Siouxsie influenciou “n” artistas ao longo de toda sua carreira, tanto em quesito de estilo, como musicalmente.

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Siouxsie aparece, juntamente com o Sex Pistols, no programa do Bill Grundy, em 1976, quando ocorre a fatídica cena clássica: Uma série de xingamentos ao apresentador… 

Atualmente, Siouxsie canta em carreira solo, e esporadicamente lança discos e sai em turnê com sua banda The Creatures.

 

OUTRAS GRANDES NOMES DO ROCK:

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Sabina Classen, Floor jansen, Sharon den Adel e Cristina Scabbia

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