Cervejas do Rock: Um Brinde!

Não é de hoje que as grandes celebrações são simbolizadas com um brinde! E nada melhor do que celebrar com algo que tenha significado de fato: Músicos  apreciadores da bebida tem investido neste negócio, que por sinal tem dado muito certo (dada a “união” duradoura entre o rock e a cerveja), pois muitas unidades se esgotam assim que chegam às prateleiras (ou mesmo antes!). E a lista é bem extensa, na qual não se incluem apenas ‘dinossauros’ da música apenas, mas um número significativo de bandas nacionais, como Sepultura, Angra, Velhas Virgens, Nenhum de nós, Raimundos, Motorocker, Matanza, Ultrage a Rigor, Ratos de Porão… Vamos à lista.

Por Marcella Matos

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Destroyer Beer – Kiss

A cerveja em questão é produzida na Suécia, e no site oficial do produto se lê que a Destroyer Beer é uma bebida produzida na melhor tradição alemã, e o cuidado da sua preparação origina um produto de sabor agradável, de extrema qualidade da espuma, “e um amargor equilibrado, como uma original Pills”; entretanto, alguns apreciadores de cerveja a acharam de pouco sabor e aroma, mesmo assim dizem que vale a pena a degustação… 

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O Kiss é referência quando o assunto é vender sua ‘marca’; Não se limitam a camisetas com o logo da banda: Licenciam os produtos mais inimagináveis possíveis, desde a gatinha Hello Kitty AO caixão do defunto! 

Além da cerveja, o Kiss lançou no mercado uma safra de vinho, a KISS Zin Fire. Paul Stanley, em declaração sobre os produtos, disse: “Nossa cerveja e nosso vinho não são apenas produtos quaisquer nos quais pusemos nosso nome. Nós buscávamos bebidas únicas para nossos fãs e conseguimos. Vocês vão sair pegando fogo!”. 

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O produto está disponível no link: Destroyer Beer

Maiden Shade, The Number of the Beast e Trooper – Iron Maiden

A demanda de pedidos pela especiaria do Iron Maiden foi tão grande que a empresa (Robinsons) responsável pela fabricação da Trooper teve de parar toda a  produção das demais cervejas para dar total exclusividade ao produto.  A bebida, já lançada no Brasil, só achar-se-á em estoque no final de setembro (2012). Trooper é uma cerveja de teor alcoólico moderado, tipo ale (com alta fermentação), possui aroma e a doçura do malte, notas cítricas (da mistura de Bobec, Goldings e lúpulo Cascade), com um leve toque de limão e amargor persistente. O Iron Maiden já possuía outras franquias de cervejas, como a Number of the Beast (Escócia) e a Maiden the Shade (Estados Unidos).

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Há um vídeo em que Bruce Dickinson apresenta a Trooper, assista logo abaixo:

O produto é encontrado na rede de supermercados Pão de Açúcar (Estado de São Paulo) e bares, mas será comercializada em lojas e bares de Belo Horizonte a partir do mês de Outubro.

Ou através do site: Cerveja Trooper

Sepulweiss – Sepultura

A sepulweiss foi lançada no ano de 2009 em comemoração aos 25 anos da banda, fazendo do Sepultura a pioneira de “cervejas rock” do Brasil. A bebida é do tipo ale, feita do trigo tipo Bavária (não filtrada, como pede a tradição, possuindo, desde modo, uma turbidez natural), com aroma frutado do cravo e canela (por passar pelo processo de fermentação), e não se percebe a presença do amargor oriundo do lúpulo. A Sepulweiss  foi relançada em 2011 num evento que contou com a presença da banda.

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Para adquirir a Sepulweiss acesse: Cerveja Sepulweiss

Bastards Lager – Motorhead

A banda não é nenhuma ‘amadora’ em se tratando do assunto… Veterana na área, já lançou anteriormente uma linha de vodcas e vinhos, intitulada Motörhead VödkaMotörhead Shiraz 2009 (houve outra safra – 2011).

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A cervejaria responsável pela iguaria é a sueca Krönleins. O ‘bebes’ é do tipo larger (pouca fermentação), e no realese de divulgação há uma singela sugestão: Que se  consuma a cerveja com um bom churrasco e ouvindo rock.

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A cerveja está disponível apenas na Suécia, mas pode ser adquirida através do site: Bastards Larger

Pearl Jam Twenty Faithfull Ale – Pearl Jam  

A cerveja Pearl Jam Twenty Faithfull Ale foi lançada em comemoração aos 20 anos de careira da banda. Além deste, um  filme e livro também fazem parte da celebração: ‘Pearl jam twenty’ (onde narram suas próprias versões dos fatos, curiosidades e histórias que cercam a banda). Mas voltemos ao que nos interessa… O nome da cerveja faz referência á musica Faithfull.

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A cerveja é o resultado de pedidos constantes dos fãs para que a empresa Dogfish Head lançasse o produto. A Pearl Jam Twenty Faithfull Ale é mais forte que as cervejas do mercado, do tipo Belgian Golden Ale, com adição de groselhas negras e lapulagem de 20 IBU. De acordo com alguns especialistas, o aroma lembra frutas vermelhas, uvas, malte e tem algo de cítrico. A bebida é suave, com final adocicado e baixo amargor.

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O produto é encontrado apenas nos Estados Unidos.

AC/DC German Beer Australian Hardrock – AC/DC

Outros veteranos, em se tratando de cervejas (e de música boa, claro), são os australianos do AC/DC que já lançaram no total de duas marcas de cervejas e uma de vinho. A cerveja Black India Pale Ale Back in Black  foi a primeira a ser lançada.

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Seu último lançamento foi AC/DC German Beer Australian Hardrock, cerveja que foi planejada e fabricada para ser conforme as tradições alemãs (ou Lei da Pureza Alemã de 1516), cujo ‘protocolo’ de confecção requer seletos e simplórios  ingredientes: Apenas água, malte de cevada e lúpulo; Sem leveduras, nada menos que uma verdadeira Pilsen Premium alemã. Esta cerveja é encontrada em barris de até 5 litros. Haja sede.

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Onde encontrar:  AC/DC German Beer Australian Hardrock

Angels Cry ( Irish Red Ale) e Holy Land ( Boemia Pilsener) – Angra

Destaque para os caras do Angra que comemoram 20 anos do lançamento de seu primeiro disco, Angels Cry; em meio às comemorações, que incluem uma turnê e a gravação de um DVD, está o também lançamento da cerveja, que levará o nome dos dois primeiros álbuns da banda.  O início das vendas estava prevista para o dia 1° de setembro, todavia, quem compareceu ao show de gravação do DVD (que aconteceu dia 25/08/13) pode adquirir sua unidade. 

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 A cerveja Angels Cry é encorpada, apresenta em seu aroma características tostadas, caramelizadas e toffes e a abundante presença de lúpulo herbal.  No site da empresa Bushido, Angels Cry é apresentada como: “O Pranto dos anjos de asas negras. Eles nascem do fogo, do fundo da alma. Um choro amargo brota da terra. Como um grito de socorro, vermelho na espuma, nas sementes das eras. Um copo de sangue, sacia e acalenta, o corpo chora, lava e esquenta, sacia a sede da alma”. Poético como as letras do Angra.

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A empresa encarregada pelo lançamento da cerveja é a Bushido, a mesma responsável pelas cervejas do Sepultura e dos Raimundos.

 Para os interessados: Angels Cry e Holy Land

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 Holy Land é um cerveja Pilsen, apresenta tonalidade clara, e fermentação baixa. Em sua apresentação se lê: “A terra Santa, os anjos de asas brancas, nascem da fonte, do banho de lágrimas. A lança e o penacho da Jurema, rainha da Mata,  penas que protegem a coroa, copo com ouro, ondas e vento, oceano, barulho das águas, martírio.  A mente se acalma”.

Matanza IPA – Matanza

 Matanza IPA não podia ficar de fora, e logo o Matanza sem uma marca de cerveja? Seria um tanto irônico. A cerveja é bem forte, possui notas de maltes especiais e grande presença de lúpulos cítricos americanos, e amargor intenso. O engraçado é que além da cerveja ser bem fermentada (forte), sua tonalidade é alaranjada, características que associamos ao Jimmy, vocalista da banda. No site da empresa Bushido, a Matanza IPA é descrita como:  “Uma cerveja para poucos, pé na porta e soco na cara!”. 

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 “Quisermos ter uma cerveja de estilo marcante, que não fosse cerveja de menina (desnecessário esta reprodução de estigma, mas sigamos…), mas ao mesmo tempo em que não fosse uma cerveja estranha demais para a galera não assustar”, disse Jimmy em entrevista ao site MHM. Perguntado sobre as outras bandas que também lançaram suas cervejas, ele responde: “Quanto mais tiver, mas as pessoas se acostumam com essa ideia, perdem o preconceito de achar que cerveja de banda o público só bebe porque é fã, não é isso! Não é porque tem o rótulo da banda que não possa ser uma cerveja tão respeitável como qualquer outra”. A cerveja foi lançada no Degusta Beer 2013, evento que reúne degustação, palestras, lançamentos de cervejas e cervejarias, dentre outros apresentações.

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Para adquirir tal produto: Matanza IPA

Cygnus X-1 – Rush 

Esta cerveja tem um “Quê” de especial, única como o Rush. Com sabor de chocolate, seus ingredientes foram retirados de uma antiga receita de porter inglesa, e contém uma “pitada” de malte de centeio e notas defumadas.

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 Smoke on the Water- Deep Purple 

Nomeada em homenagem ao grande clássico da banda, Smoke on the Water é uma cerveja do tipo ale que contém na sua composição malte defumado (o que lhe dá um sabor especial), caramelo e notas frutadas. À altura da banda.

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OUTRAS BANDAS DE ROCK E SUAS CERVEJAS…

Ratos de Porão, Ramones, Nenhum de Nós. Raimundos, Jimi Hendrix e Velhas virgens

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Rolling Stones, Amon Amarth,Primus, Motorocker e Robet Johnson

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20 anos de Angels Cry

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Orgulho nacional, o Angra figura entre as grandes bandas brasileiras de projeção e sucesso  no cenário internacional. Angels Cry, primeiro disco da banda, gravado na Alemanha, contava com André Matos (vocalista e tecladista), Kiko Loureiro (guitarra), Rafael Bittencourt (guitarra), Luis Mariutti (baixo) e Alex Holzwarth (bateria e atual Rhapsody of Fire), que gravou o disco no lugar de Marco Antunes, que sairia da banda logo depois, para a entrada definitiva de Ricardo Confessori.

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A banda surgiu entre amigos de faculdade, entretanto Rafael Bittencourt, desde o início, já tinha em mente o conceito da banda, de misturar Heavy Metal, Música Clássica e Música Brasileira. ” A ideia era essa desde o início”, disse em entrevista à revista Rodie Crew.

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O disco é um clássico entre o gênero, considerado até hoje um sucesso absoluto,  é cheio de clássicos da banda (Carry On, Time, Angels Cry, Evil Warning, dentre outros); foi, sem dúvida, uma grande influência para uma infinidade de bandas surgidas logo depois. Angels Cry mistura o peso do Heavy Metal com a elementos da música clássica e pitadas de ritmos da música brasileira, como pode ser conferida na faixa Never Understand, que é acrecida e enriquecida com o baião;

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Destaque para a faixa Wuthering Heights, cover da cantora Kate Bush, que deixa bem visível toda a técnica e profissionalismo de André Matos.

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 Essa mistura trouxe à banda uma sonoridade bem característica e pessoal, que seria levada a diante em futuros lançamentos.  O sucesso foi um reflexo da qualidade das músicas, letras, técnica, produção, etc. uma soma disso tudo e algo mais (criatividade, talento, sincronia entre os integrantes…) que só os caras souberam fazer.

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Em comemoração aos vinte anos de estreia do disco, André Matos, com sua banda solo, sairá em turnê para divulgar seu novo disco The Turn of the Lights, e tocará Angels Cry na integra. Já o Angra também sairá em turnê comemorativa contando com a presença de Fabio Lione (Vision Divine, Rhapsody of Fire, Labyrinth), cujas apresentações nos festivais 70.000 Tons of Metal e Live N’ Louder, mostraram o  bom entrosamento do vocalista com a banda e com os fãs.

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