Cervejas do Rock: Um Brinde!

Não é de hoje que as grandes celebrações são feitas a partir de um brinde, e nada melhor do que celebrar com algo que tenha significado de fato (principalmente num show daquela banda que faz aquele som…). Músicos  apreciadores da bebida tem investido neste negócio, que por sinal tem dado resultado (dada a “união” duradoura entre o rock e a cerveja), pois muitas unidades se esgotam assim que chegam as prateleiras (ou até antes). E a lista é bem extensa, na qual se incluem um número significativo de bandas nacionais, como Sepultura, Angra, Velhas Virgens, Nenhum de nós, Raimundos, Motorocker, Matanza, Ultrage a Rigor, Ratos de Porão… Vamos à lista.

post5 Destroyer Beer – Kiss

A cerveja da banda é produzida na Suécia, e no site oficial do produto se lê que a Destroyer Beer é uma cerveja produzida na melhor tradição alemã, e que o cuidado na sua preparação origina uma bebida de sabor agradável, qualidade da espuma, “e um amargor equilibrado, como um original Pills”, entretanto, alguns apreciadores de cerveja a acharam de pouco sabor e aroma, mas que valeria a pena a degustação… 

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Além da cerveja, o Kiss lançou no mercado uma safra de vinho, a KISS Zin Fire. Paul Stanley, em declaração sobre os produtos, disse: “Nossa cerveja e nosso vinho não são apenas produtos quaisquer nos quais pusemos nosso nome. Nós buscávamos bebidas únicas para nossos fãs e conseguimos. Vocês vão sair pegando fogo!”. 

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post3 post4 O produto está disponível no link: Destroyer Beer

Maiden Shade, The Number of the Beast e Trooper – Iron Maiden

A demanda de pedidos foi tão significante que a empresa responsável pela fabricação da Trooper, a Robinsons, parou a produção de outras cervejas para dar total exclusividade ao produto.  A cerveja, já lançada no Brasil, só estará em estoque a partir do final do mês de setembro. Trooper é uma cerveja de teor alcoólico moderado, tipo ale (com alta fermentação), possui aromas e doçura do malte, notas cítricas (da mistura de Bobec, Goldings e lúpulo Cascade), com um leve toque de limão e amargor persistente. O Iron Maiden já possuía outras marcas de cerveja como a Number of the Beast (Escócia) e a Maiden the Shade (Estados Unidos).

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O produto é encontrado na rede de supermercados Pão de açúcar (Estado de São Paulo) e bares, mas será comercializada em lojas e bares de Belo Horizonte a partir do mês de Outubro.

Ou através do site: Cerveja Trooper

Há um vídeo em que Bruce Dickinson apresenta a Trooper, assista logo abaixo:

Sepulweiss – Sepultura

A sepulweiss foi lançada em 2009 em comemoração aos 25 anos da banda, sendo o Sepultura a pioneira de “cervejas rock” no Brasil. A cerveja é do tipo ale, feita de trigo tipo Bavária (não filtrada, como pede a tradição, possuindo, assim, uma turbidez natural), com aroma frutado de cravo e canela por passar pelo processo de fermentação, e não se percebe a presença do amargor oriundo do lípulo. A Sepulweiss  foi relançada em 2011 em um evento que contou com a presença da banda.

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post15 Para adquirir a Sepulweiss acesse: Cerveja Sepulweiss

Bastards Lager – Motorhead

A banda já é veterana na área, pois já lançou, anteriormente, uma linha de vodca e de vinho, intitulada Motörhead Vödka e Motörhead Shiraz 2009 (houve outra safra – 2011).

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A cervejaria é sueca, Krönleins, e a cerveja é do tipo larger (pouca fermentação), e no realese sugere que se beba com churrasco e ouvindo rock.

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A cerveja é apenas encontrada na Suécia, mas pode ser adquirida através do site: Bastards Larger

Pearl Jam Twenty Faithfull Ale – Pearl Jam  

A cerveja foi lançada juntamente com o filme, disco e o livro de comemoração de 20 anos de carreira. O nome da cerveja faz referência á musica Faithfull.

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A cerveja é o resultado do pedido dos fãs para que a empresa Dogfish Head lançasse tal produto. A Pearl Jam Twenty Faithfull Ale é mais forte que as cervejas do mercado, é do tipo Belgian Golden Ale, com adição de groselhas negras e lapulagem de 20 IBU. De acordo com alguns especialistas, o aroma lembra frutas vermelhas, uvas, malte e tem algo cítrico. A bebida é suave, com final adocicado e baixo amargor.

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O produto é encontrado apenas nos Estados Unidos.

 

AC/DC German Beer Australian Hardrock – AC/DC

Outros veteranos, em se tratando de cervejas (e de música, claro), são os australianos do AC/DC que já lançaram no total duas marcas de cerveja e uma de vinho. Black India Pale Ale Back in Black foi a primeira a ser lançada, um ano depois seria lançado o vinho.

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Seu último lançamento foi AC/DC German Beer Australian Hardrock, cerveja que foi pensada e fabricada de acordo com as tradições alemãs (ou Lei de Pureza Alemã de 1516), cuja fabricação exige somente água, malte de cevada e lúpulo; Sem leveduras, nada menos que uma vedadeira Pilsen Premium alemã. Esta cerveja é encontrada em barris de até 5 litros! Haja sede.

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Onde encontrar:  AC/DC German Beer Australian Hardrock

Angels Cry ( Irish Red Ale) e Holy Land ( Boemia Pilsener) – Angra

Destaque para os caras do Angra, que comemoram 20 anos de lançamento do seu primeiro disco, Angels Cry; em meio às comemorações que incluem uma  turnê e gravação de um DVD, está o lançamento de sua cerveja, com o nome de seus dois primeiros álbuns, prevista para ser vendida a partir de 1° de setembro, entretanto, quem compareceu ao show de gravação do DVD (que aconteceu dia 25/08/13) pode reservar sua unidade. 

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 A cerveja Angels Cry é encorpada, apresenta em seu aroma características tostadas, caramelizadas e toffes, e abundante presença de lúpulo herbal.  No site da empresa Bushido, Angels Cry é apresentada como: “O Pranto dos anjos de asas negras. Eles nascem do fogo, do fundo da alma. Um choro amargo brota da terra. Como um grito de socorro, vermelho na espuma, nas sementes das eras. Um copo de sangue, sacia e acalenta, o corpo chora, lava e esquenta, sacia a sede da alma”. Poético.

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A empresa responsável pelo lançamento da cerveja é a Bushido, a mesma que disponibilizou as vendas das cervejas do Sepultura e dos Raimundos.

 Para os interessados: Angels Cry e Holy Land

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 Holy Land é um cerveja Pilsen, apresenta tonalidade clara, e fermentação baixa. Em sua apresentação se lê: “A terra Santa, os anjos de asas brancas, nascem da fonte, do banho de lágrimas. A lança e o penacho da Jurema, rainha da Mata,  penas que protegem a coroa, copo com ouro, ondas e vento, Oceano, barulho das águas, martírio.  A mente se acalma”.

Matanza IPA – Matanza

A Matanza IPA não podia ficar de fora, e logo o Matanza sem uma marca de cerveja? Seria até ironia. A cerveja é bem forte, possui notas de maltes especiais e grande presença de lúpulos cítricos americanos, e amargor intenso. O engraçado é que além da cerveja ser bem fermentada (forte), sua tonalidade é alaranjada, características que lembram  Jimmy. No site da empresa Bushido, a Matanza IPA é descrita como:  “uma cerveja para poucos, pé na porta e soco na cara!”. 

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 “Quisermos ter uma cerveja de estilo marcante, que não fosse cerveja de menina, mas ao mesmo tempo em que não fosse uma cerveja estranha demais para a galera não assustar”, disse Jimmy em entrevista ao site MHM. Perguntado sobre as outras bandas que também lançaram suas cervejas, ele responde: “Quanto mais tiver, mas as pessoas se acostumam com essa ideia, perdem o preconceito de achar que cerveja de banda o público só bebe porque é fã, não é isso! Não é porque tem o rótulo da banda que não possa ser uma cerveja tão respeitável como qualquer outra”. A cerveja foi lançada no Degusta Beer 2013, evento que reúne degustação, palestras, lançamentos de cervejas e cervejarias, dentre outros apresentações.

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Para adquirir tal produto: Matanza IPA

Cygnus X-1 – Rush 

Esta cerveja tem um “Q” de especial, única como o Rush. Com sabor de chocolate, seus ingredientes foram retirados de uma antiga receita de porter inglesa, e contém uma “pitada” de malte de centeio e notas defumadas.

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 Smoke on the Water- Deep Purple 

Nomeada em homenagem ao grande clássico da banda, Smoke on the Water é uma cerveja do tipo ale, e contém na sua composição malte defumado (o que lhe dar um sabor especial), caramelo e notas frutadas. À altura da banda.

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OUTRAS BANDAS DE ROCK E SUA CERVEJAS: AGUARDE…

Ratos de Porão, Ramones, Nenhum de Nós. Raimundos, Jimi Hendrix e Velhas virgens

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Rolling Stones, Amon Amarth,Primus, Motorocker e Robet Johnson

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Lendas do rock: Álbum de infância dos astros

Foram muitos ídolos que nos inspiraram ao longo de nossas vidas (e em diferentes fases); queríamos ser e viver como eles, não negue! E nem imaginamos o quanto eles possuem em comum conosco, pobres mortais, afinal de contas também já foram crianças, adolescentes… 

Layne Staley:

Lembro quando ouvi Alice in Chains pela primeira vez num especial da MTV, Wold? não saía da minha cabeça, quer dizer a voz de Layne não saía de minha cabeça. A partir daí as músicas do Alice in Chains me fisgaram de um jeito… 

Layne Staley

 

Quando criança, Layne passou pela mesma situação que muitas outras: Uma traumática separação dos pais, Phil Staley e Nancy McCallum. Indo morar posteriormente com sua mãe, perde contato com seu pai. Layne sentia muita falta dele, e algumas de suas letras refletiam bem isso. Achava que sua banda, caso fizesse sucesso, traria seu pai de volta. Ele o reencontrou e teve uma desagradável surpresa ao descobrir que seu pai, como ele, era viciado em heroína. Esse foi um dos motivos de sua forte depressão, que acarretaria anos depois à sua morte por overdose.

Tocava bateria aos 12 anos, porém, dono de uma voz forte e notável presença de palco, sua grande paixão era mesmo cantar. Sua primeira banda, na qual era vocalista, chamava-se Sleze.

Nos tempos de escola era muito tímido, sendo alvo de brincadeiras por isso. Conheceu Jerry Cantrell no ano de 1987, e viria a formar com ele, juntamente com  Mike Starr Sean Kinney, o Alice in Chains, anteriormente chamado Diamond Lie.

Layne, como todo ser humano, tinha suas fraquezas, e uma delas era a forte dependência em heroína (que muitas vezes tentou largar, sem sucesso). Muitas de suas letras refletiam essa tempestade de sentimentos que o afligiam constantemente.  Visivelmente debilitado, Layne aos poucos foi se afastando de tudo e de todos a sua volta.

Sua depressão e consumo de drogas foi agravada após a morte de sua namorada Demri Parrot. Layne veio a falecer no dia 5 de abril de 2002 (Kurt Cobain tinha falecido 8 anos antes na mesma data), seu corpo, porém, só viria a ser encontrado 15 dias depois, no seu apartamento, já em início de decomposição.

Que Layne influenciou muita gente não é novidade alguma, e nesta longa lista inclui-se até o Metallica. Death Magnetic, título do álbum do Metallica, teve como inspiração Layne Staley.

Além do Alice in Chains, Layne foi vocalista do Mad Season e do Class Of ’99.

Segundo a revista Paste, duas músicas inéditas de Layne Staley estarão na trilha sonora do filme Grassroots. O filme estreou no mês de junho nos Estados Unidos, porém, não tem previsão de estreia no Brasil. 

  

Angus Young:

Mestre em compor riffs, e com uma energia (desde sempre) de dar inveja a qualquer jovem guitarrista, Angus está sem dúvida entre os melhores guitarristas de todos os tempos. E, olha que dos tempos de infância para cá Angus Young não mudou nada, veja você mesmo:

Angus Young

Desde pequeno era viciado em música, influência de seus irmãos mais velhos que queriam muito formar uma banda (Principalmente seu irmão George, que tocaria guitarra na banda The Easybeats). 

Precoce, começou a tocar violão aos sete anos de idade; seu vizinho tinha um, e a cada visita em sua casa tocava o instrumento. Quando ganhou sua Gibson SG não desgrudava do instrumento em momento algum, era sua melhor amiga.

Antes do AC/DC foi guitarrista da banda Tantrum (Anteriormente se chamava Kantuckee).

Fiel ao seu uniforme escolar (é até engraçado, pois largou a escola aos 15 anos), reza a lenda que Angus não tinha tempo de trocar de roupa antes das apresentações.

Sua famosa dancinha teve como forte inspiração Chuck Berry.

 

Slash:

Esse apelido foi dado por um amigo da família, já que Slash andava sempre com pressa.

Depois que seus pais se separaram, Slash tornou-se um tanto rebelde, fato que o levou a morar com sua avó. 

Slash é filho de artistas, seu pai fez capas de discos para grandes cantores, um deles Neil Young, e sua mãe, designer de roupas, tinha David Bowie como cliente.

 A guitarra não foi seu primeiro instrumento; ao formar (teoricamente) sua primeira banda, com seu amigo Steven Adler, decidiu que tocaria baixo, e se matriculou numa escola; entretanto, se apaixonou pela guitarra (Para nossa sorte) assim que ouviu Brown Sugar, dos Rolling Stones (fora as músicas que eram tocadas pelo professor, cuja lista incluía Cream e Led Zeppelin). Slash praticava até doze horas por dia.

Dentre suas marcas registradas: Seus longos cabelos cobrindo o rosto e um cigarrinho no canto da boca enquanto toca, influência esta, herdada do blues (assim como seus famosos solos).

Sua primeira banda (na prática) foi Tidus Sloan; logo em seguida viria Road Crew (Em homenagem ao Motörhead que possui uma música chamada (We Are) The Road Crew. Antes do Guns N´Roses, Slash Passou pela Hollywood Rose (Na qual tinha Axl Rose como vocalista) e pela Black Sheep.

Após sua saída do Guns N´Roses, em 1996, Slash se envolveu em muitos projetos, dentre eles, o Slash’s Snakepit (formado em 1994, antes de sua saída oficial do Guns), Slash’s Blues Ball (Banda de blues rock), Velvet Revolver (Que tinha nos vocais, Scott Weiland, ex-vocalista do Stone Temple Pilots, e que oficialmente não acabou mesmo após a saída de Scott).

Slash já tocou com muitos artistas de diferentes gêneros musicais, como Michael Jackson; ele tocou guitarra nas músicas Give in to MeBlack or White.

 

Recentemente segue em carreira solo.

 

Iggy Pop:

Sabe aquele mergulho que roqueiros pulam numa plateia eufórica (também conhecido como Stage dive)? Foi ninguém menos que Iggy Pop que o popularizou. Mas, parece fato que o male da timidez afligia boa parte dos roqueiros, e por incrível que pareça, com Iggy Pop não seria diferente.

Sua primeira banda chamava-se The iguanas (daí surgiu seu apelido); era uma banda de escola, e Iggy tocava bateria.

Outra banda que entra em seu currículo é o The Prime Movers (banda de blues), na qual também tocava bateria.

Mas seu grande feito foi estando à frente dos The Stooges. Iggy teve como grande inspiração o The Doors, principalmente as performances nada convencionais de Jim Morrison. 

Sobre a origem do nome da banda, reza a lenda que Iggy pediu permissão para Moe Howard (ele era um dos três patetas, grupo americano de comédia chamado Three Stooges) para usarem tal nome; a resposta foi mais ou menos a seguinte: “Eu não me importo o que chamem a si mesmos, contanto que não sejam os Três Patetas”.

Após sua saída dos Stooges (Por seus problemas com as drogas), David Bowie  ajudou em sua carreira solo, e anos 80 quando a careira de Iggy Pop não andava muito bem das pernas,  Bowie regravou algumas composições que haviam escrito juntos, como China Girl, Tonight e Neighborhood Threat. Em função desse auxílio financeiro, já que escreveram a canção juntos, Iggy Pop tirou umas férias de três anos, na qual se livrou do vício das drogas.

Os Stooges reuniram-se novamente em 2003, e finalmente, em 2010, entraram para o Rock and Roll Hall da Fame (até Madonna fez uma campanha). 

 

John Lennon:

John Lennon teve uma infância um pouco conturbada, já que fora abandonado por sua mãe (nada menos que duas vezes) aos cuidados de sua tia. Foi sua tia, Mimi, quem presenteou John com sua primeira guitarra, entretanto,  foi sua mãe, Júlia, que lhe ensinou os primeiros acordes com instrumentos mais fáceis (banjo e ukelele). Júlia morreria anos depois atropelada por um policial bêbado quando visitava John em sua escola. 

 

Uma história dos tempos de escola de John Lennon, nas suas próprias palavras: “Quando eu tinha 5 anos, minha mãe sempre me disse que a felicidade era a chave para a vida. Quando eu fui para a escola, me perguntaram o que eu queria ser quando crescesse. Eu escrevi ‘feliz’. Eles me disseram que eu não entendi a pergunta, e eu lhes disse que eles não entendiam a vida”.  

John fundou a banda The Quarrymen (que se chamou The Black Jacks por uma semana), que futuramente daria origem aos Beatles, na Quarry Bank Grammar School. Após ver a banda se apresentar, Paul McCartney mostrou a John seus dotes musicais, e  a partir daí foi convidado para entrar na banda (John tinha achado Paul um excelente músico, tendo ficado, no início, com um pouco de medo de perder espaço na banda). A banda se chamou The Beetles (em homenagem a banda do Buddy Holly, The Crickets) antes de mudar o nome definitivamente para The Beatles. 

Antes do fim dos Beatles, John formara a banda Plastic Ono Band, que contou com ilustres integrantes, entre eles, Eric Clapton, Keith Moon, Ringo Starr, George Harrisson…

Lennon foi assassinado no ano de 1980, em Nova York, quando deixava o estúdio de gravação

 

Kurt Cobain:

Ele foi nomeado como porta voz de sua geração, título que não gostou, por sinal. A fama excessiva o incomodava demais.

Sua infância foi tranquila, e Kurt era uma criança feliz; seus desenhos (de personagens como Pato Donald, Mickey, Aquaman, o monstro do lago negro…) eram espalhados por seu quarto.

Sua família tinha contato com  música, sua tia, por exemplo, tocava guitarra. Kurt iniciou-se precocemente na música, aos dois anos já brincava com um violão e aos quatro anos já cantava, compunha e tocava piano. Seus artistas prediletos e as canções que não saíam de sua boca, quando criança, eram Ramones, ABBA, Motorcycle Song de Arlo GuthrieHey Jude dos The Beatles, o tema principal da série musical de tv The Monkees, Seasons in the Sun de Terry Jacks (Cuja versão feita pelo Nirvana você confere agora).

 

 

Kurt com sua gata Spina Bifida

Mas, como nem tudo são flores… Após a separação de seus pais, Kurt mudou, tornou-se mais solitário. Sua mãe se envolveu com um parceiro violento, fato que o incomodava. Sua rebeldia só aumentava, o que fez seu pai lhe entregar à cuidados de diferentes amigos e familiares.

Aos quatorze anos ganhou sua primeira guitarra, presente de seu tio, e nas palavras de Kurt: “Foi Amor à Primeira Vista”.

Religião era um assunto que interessava Cobain (tinha morado com um amigo cuja família era cristã; a música Lithium foi sobre esta experiência), o jainismo e o Budismo, em especial (do qual retiraria o nome de sua futura banda, Nirvana). Nas palavras de Kurt, o Nirvana seria: “Ausência de Dor, do Sofrimento do Mundo Exterior: É Tão Perto de Minha Definição de Punk Rock”. E definiria seu som: “De um modo geral, nós soamos como o Knack e os Bay City Rollers, molestados pelo Black Flag e Black Sabbat”. 

Kurt Cobain antes de desenvolver um problema forte de estômago comia sozinho uma pizza inteira.

Kurt Cobain com sua bebida preferida: Leite com morango

Kurt sabia cozinhar! Fazia um peixe que todos gostavam

Conheceu Krist Novoselic em 1985, pois Kurt era amigo de Robert Novoselic, seu irmão, até escutar Krist tocando rock and roll em seu quarto. A partir daí tornaram-se melhores amigos. 

A primeira banda de Kurt foi o Stiff Woodies, na qual tocava bateria e Krist baixo.  Com o Nirvana já formado, tendo Kurt na guitarra,  Dave Grohl só entraria na banda em 1990. 

Kurt inspirou-se em sua vida para compor as letras de suas músicas. Aneurysm fala de como se sentia ao namorar Tobi Vail. About a Girl foi inscrito para outra namorada sua, Tracy Marander. Something in the Way foi escrita na época em que Kurt não tinha um lar fixo, pois tinha sido expulso da casa de sua mãe por ter largado a escola (sua mãe lhe disse: “Trabalha ou sai”, um tempo depois suas coisas já estavam numa caixa). Smells Like Teen Spirit, o maior sucesso do Nirvana, teve como inspiração a frase “Kurt Smells Like Teen Spirit”, escrita na parede de seu apartamento por Kathleen Hanna, namorada de Dave Grohl na época, que achava que Kurt cheirava ao desodorante de Tobi Vail, Teen Spirit. Kurt achava que aquela frase tinha um espírito revolucionário.

Kurt Cobain aos dois anos de idade

Kurt foi encontrado morto em sua casa no dia 8 de abril de 1994, porém tinha se matado no dia 5 de abril com um tiro na cabeça. Junto ao seu corpo foi encontrado uma carta de despedida. O mundo perdia um dos maiores roqueiros da face da terra. 

Carta encontrada ao lado do corpo de Kurt Cobain

 

“Eles riem de mim porque sou diferente, eu rio deles Porque são todos iguais”. Kurt Cobain.

 

AGUARDE  MAIS LENDAS DO ROCK: ÁLBUM DE INFÂNCIA DOS ASTROS PARTE 2

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