Mascotes do Rock: Um clássico animado – Parte 2

Por Marcella Matos

A primeira parte pode ser conferida aqui.

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Roy – Children of Bodom

O ceifador é uma figura emblemática nos contos fantásticos e histórias de terror. É aquele que mata; que tira a vida do outro… Ninguém mais apropriado para estampar a imagem do Children of Bodom, não é mesmo!? A inspiração para o nome da banda (As Crianças de Bodom) foi o cruel assassinato de três jovens às margens do Lago Bodom. O crime aconteceu na década de 60, chocando a população finlandesa, e jamais fora desvendado; este fato justificaria o porquê da escolha de um ceifador sem rosto para ilustrar as capas dos discos dos finlandeses: pois se trata de um assassino sem face.

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As tonalidades da vestimenta de Roy variam bastante de disco para disco, mas são cores que sempre remetem a sensações de desespero, solidão e frieza. E a impressão que a figura encapuzada nos causa é a de que está sempre à nossa espreita…

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Uma curiosidade desse fascinante país nórdico é o elevado número de músicos: A Finlândia abrange a maior quantidade de bandas de Rock e Heavy Metal per capita do mundo!

Desde o lançamento do primeiro disco, em 1997, o espectro de Roy é evocado para as ilustrações das capas… Até o mais recente lançamento do Children of Bodom (I Worship Chaos, 2015), o mascote tem demonstrado vida longa.

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The Guy –Disturbed

Um simples sorriso debochado e ameaçador, por vezes, intimida mais que uma singela cara feia; partindo deste preceito, The Guy, mascote da banda norte-americana Disturbed, designa seu trabalho com maestria.  Assim como Eddie (Iron Maiden), o mascote do Disturbed era apenas uma cabeça sem corpo que ganharia forma mais à frente. O The Guy definitivo, com corpo imponente e olhar desafiador, ficou por conta do traçado de David Finch.

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O cara’ aparece nas capas dos discos, e nos vídeos para a divulgação da banda, como o típico anti-herói. Àquele, apresenta características que divergem do herói tradicional, pois, caminha na linha tênue entre o bem e o mal, acatando virtudes e princípios facilmente questionáveis; mas ao mesmo tempo são personagens que causam certa estima por parte do público, pois a ambivalência entre o que é certo e errado é cada vez mais relativizada.

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É um mascote difícil de rotular; assim como a banda que, por sua vez, apresenta uma sonoridade bem particular: Combinação de Heavy Metal tradicional com New Metal, Hard Rock e Alternative Metal… Dá uma mistura meio louca, mas que funciona. Nem as letras das músicas possuem uma certa ‘unicidade’ de temas: tudo tem  potencial de se transformar em canção.

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Fiend Skull – Misfits

Imagem mais icônica que a da própria banda, o mascote, amplamente utilizado pelo Misfits, teve por inspiração o misterioso vilão mascarado Crimson Ghost, da série/filme homônimo. O ‘esquelético semblante’ é o invólucro que estampa a figura do Misfits desde 1979 (apareceu pela primeira vez em um cartaz de divulgação da banda). A admiração pela sétima arte é aparente, afinal de contas as ferramentas de marketing do Misfits, sempre que possível, adentram essa temática. O próprio nome “The Misfits” foi pego ‘emprestado’ do último filme estrelado por Marilyn Monroe.

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Diferente de outras bandas de Punk Rock, cujas letras são um tanto ‘raivosas’ (algo mais voltado para denúncia, protesto e ebulição jovem), o Misfits retrata em suas composições amores trágicos (ou fracassados) e a ambiência macabra das histórias de terror a la Edgar Allan Poe. Em se tratando de aspectos externos, difere das bandas do gênero, pois, dispõem de uma forte natureza visual, como o uso de maquiagem, vestimenta específica e abuso de elementos gráficos (no estilo filmes de terror à moda antiga). Apesar disto, a sonoridade acelerada, ríspida e de poucos acordes é típica do punk tradicional, que de certa forma eles ajudaram a construir.

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O curioso é que a trajetória da banda, que é repleta de reveses e reviravoltas, poderia constar em um roteiro cinematográfico: O Misfits se desfez em 1983 antes de conquistar seu espaço. Glen Danzig (vocais) partiu para carreira solo e tempos depois se inicia uma melindrosa batalha jurídica entre os fundadores da banda (Danzig e Jerry Only – baixista) sobre a posse do nome “Misfits”; pois um possível retorno era propício naquele momento… O Metallica tinha gravado covers deles (“Last Caress” e “Green Hell”); o que rendeu à macabra banda certa visibilidade. Oito anos após o início do processo, Only conquista o direito ‘de posse’ e a banda ressurge das cinzas.

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A primeira aparição de Fiend Skull em um cartaz de divulgação

O Misfits gravou três discos com a formação clássica, com Gleen Danzig e Jerry Only dividindo os palcos da cena underground de Nova York: Static Ages (1978) foi lançado após (incríveis) duas décadas! Walk Among Us (1982) e Earth A. D./Wolfs Blood (1983) vieram logo depois. Depois de um hiato de 33 anos, os dois pilares principais do grupo tocaram novamente juntos no festival Riot Fest (2016), que aconteceu em Chicago e Denver (EUA). E o diabólico craniozinho segue firme e forte…

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Set Abominae – Iced Earth

Desde o início, por volta de 1985, o Iced Earth (ainda sob o nome de Purgatory) prezava obstinadamente pela qualidade de suas criações. Ainda se apresentando em pequenos locais (e para grupos menores ainda), a desenvoltura nos palcos e a qualidade sonora eram levados bastante a sério pelo grupo. Mesmo com o capital inicial curto a banda se esforçava para conquistar seu espaço dentro da cena. Os minuciosos cuidados consistiam em interferências visuais que incluíam desde fogos de artifícios, fantasias épicas, performances excêntricas (digna de muitos aplausos) e todo tipo de elementos que davam um “quê” a mais às apresentações. Todo esse empenho (e dedicação) do Purgatory constituiu num diferencial que projetou ainda mais a banda.

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Já sob a alcunha de Iced Earth, os integrantes se voltaram para a divulgação do seu recente trabalho: A demo Enter the Realm (1988), cuja sonoridade era menos lapidada (se comparada aos trabalhos pósteros), mas ao mesmo tempo  combinava um Heavy Metal mais clássico (como o Iron Maiden e Judas Priest) aliado a características sonoras do Thrash Metal (reinante no território norte-americano da época). Com o lançamento do segundo disco Night of the Stormrider (1991) – o debut foi o homônimo Iced Earth em 1990 –, a banda atingiu um novo patamar visual, sonoro, criativo e, além disso, um desempenho ainda mais competente nos palcos. A soma dos riffs e solos de guitarras associado a uma bateria eficiente, bons arranjos e um vocal potente fizeram do disco uma referência entre as discografias da banda.

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Set Abominae só daria o ar de sua ‘perversa’ graça após os lançamentos Burnt Offerings (1995) e The Dark Saga (1996); mas exatamente no disco Something Wicked This Way Comes (1998). A partir dali a criatura alienígena despontou e, novamente, viria a se manifestar em futuros trabalhos. O quinto álbum da banda é uma excelente obra e, sem sombra de dúvidas, figura entre os melhores da banda. O conceito do disco é baseado na seguinte estória: A raça setian eram os residentes do planeta Terra até o momento em que a raça humana (vinda de outro planeta) ocupou a Terra à força e dizimou a maioria dos legítimos habitantes (aqueles que sobreviveram se refugiaram numa comunidade clandestina)… Set Abominae é o encarregado da vingança (Setiana) àquele evento. A queda dos homens, a sua destruição e a ascensão daquela raça primitiva é o cerne da trilogia dos discos: As últimas três faixas de Something Wicked This Way Comes seriam a introdução, digamos assim, para o desenvolvimento e a conclusão do enredo conceitual da saga que, por sua vez, viriam com o lançamento dos discos Framing Armageddon (Something Wicked part I) e The Crucible of Man (Something Wicked part II), lançados em 2007 e 2008, respectivamente. A história de Set Abominae reapareceria em outros registros de estúdio.

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O algoz, responsável pelo despertar da ruína humana, é a figura do próprio homem. A decaída da humanidade é o reflexo da fome de poder e do conhecimento desmesurado. Set Abominae, fruto de uma profecia, encarna uma espécie de ‘messias maligno’ que conspira e intensifica todo o potencial autodestrutivo do homem: Ele semeia conflitos diversos, como o religioso, por exemplo, com intuito de dividir os homens e torná-los ainda mais fracos e vulneráveis; é o agente motivador por trás dos escombros da ética humana, das guerras, mentiras, intolerância e alienação das mentes; enfim, todo um quadro de caos, cujo fatídico desfecho será inevitável caso a humanidade não reaja a tempo. Luta e resistência são questões de sobrevivência para a espécie.

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Sobre um possível final para as canções da saga, Jon Schaffer (líder e guitarrista da banda) responde:

“[…] A coisa legal sobre a história do Something Wicked é que você pode levar qualquer período da história humana, e aplicá-la ao universo Something Wicked… […] O que isso é, eu não sei, mas sei que poderia contar horas e mais horas de histórias relacionadas à Saga Something Wicked. Isso é fácil. E é realmente é divertido fazê-lo”.

Ao longo de toda a carreira, o Iced Earth já passou por drásticas (e questionáveis) mudanças em sua formação: Jon Schaffer é o principal núcleo criativo (Set Abominae é obra sua) e único membro original – as demissões são frequentes na banda -, o que não a impossibilitou de estar entre as melhores quando o quesito é qualidade e harmonia acústica, afinal de contas eles são mestres em aliar peso e melodia!

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Jon Schaffer: Manda quem pode, obedece quem tem juízo…

 

Manowarrior – Manowar

Dizia um importante teórico da área de comunicação que as tecnologias funcionam como extensões do corpo humano (automóvel como prologamento dos nossos pés, garfo como extensão dos dedos, etc.); assim como dos sentidos humanos (rádio como extensão da voz/ouvido, computador como ampliamento da capacidade cerebral, etc.)… Humildemente, faço uma analogia daquele conceito acadêmico com a própria trajetória do Manowarrior: Pois, o mascote funcionaria, a meu ver, como extensão da própria banda. Grandeza, robustez, energia e intensidade fazem parte de ambos.

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Conan, O Bárbaro,  personagem criado por Robert E. Howard remete à figura de Manowarrior, pois as similaridades reforçam a forte associação: Conan, nascido em meio às dores e destruição de uma guerra, tornou-se um guerreiro destemido, com forte resistência e, de igual, disposição violenta; sua força exterior (músculos avantajados) condiz com a destreza espiritual, latente nos momentos de confronto com o adversário.

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Corpo que se estende além da música ou a música que se estende além do corpo? A natureza selvagem e complexa (rosto eternamente imerso nas sombras) do Manowarrior não nos permite responder… A não ser a certeza da imagem dele como reflexo fidedigno das letras (que se tornaram hinos) para a legião de fãs (que, por sua vez, se converteram em aliados de guerra), conhecidos como “Os Manowarriors”. 

Fiel à imagem do Homem de Guerra (que derrota o inimigo), os nova-iorquinos detêm majestosas conquistas dignas de figurar no livro de história dos recordes:  A banda executou o show mais alto (medido em decibéis) e, ao mesmo tempo, longo (5 horas) já registrado! Feito histórico para ser difundido como num longo e feroz grito de guerra…

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Manowar e a sua legião de fãs (Manowarriors)

Hector – Hammerfall

Ferramentas de pedras e ossos foram essenciais para a sobrevivência e evolução de nossos ancestrais; desta forma, sempre estiveram presentes, ‘construindo’ a história da humanidade. O plano lúdico se apropriou dessa circunstância, pois as armas envergadas pelos super-heróis são elementos (de extremo valor) recorrentes nesse universo; representam coragem, força e bravura; precisamos saber manobrá-las para vencer as batalhas: Hector, o paladino sombrio do Hammerfall, exibe uma bela armadura e empunha um majestoso martelo.

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Martelo para o alto! Para o céu!
Siga o guerreiro! Invoque o hino de Hector!
Martelo para o alto! (Martelo para o alto!) Amplificar!
Saúde a chamada do guerreiro o hino de Hector!

(letra de “Hector’s Hymn” (2014)

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Bem como os cavaleiros da idade média que vagam pelo mundo à procura de façanhas que lhe tragam sentido (e reconhecimento) à vida, Hector está nesta jornada há mais de duas décadas,  envergando a bandeira do Hammerfall desde então… A chegada do mascote coincide com a origem da banda: Glory to the Brave (1997), primeiro disco dos suecos, já trazia a figura do destemido cavaleiro. Hector não comparece no álbum Infected (2011)… Todavia,  sua presença se tornou frequente nos palcos a partir da turnê com a banda Dio, no ano de 2002, período em que sua popularidade no continente americano aumentou. E seu retorno triunfante no (r)Evolution (2014)  foi um evento extraordinário, pois, novamente, lá estava a banda “retornando os temas líricos e os reais temas de fantasia medievais e, também, tinha Hector que era uma presença muito bem-vinda“. Diz a Encyclopaedia Metallum: The Metal Archives.

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The Painkiller – Judas Priest

Embora não seja uma criatura constante nos discos da banda, Painkiller traduziu bem o momento que os ingleses atravessavam: O lançamento do disco homônimo sintetiza o espírito do estilo: Encarna o que é o metal. Todo mundo vai um milhão de milhas por hora nele, e ainda assim a melodia aparece. Tornou-se uma disco muito importante para o Priest, e também para o metal, penso”, disse Rob Halford em entrevista à revista Kerrang! Painkiller (1990) surgiu após dois conturbados lançamentos – Turbo (1986) e Ram It Down (1988) – que demonstrava uma banda não mais 100% segura das suas escolhas, pois seguia por caminhos que davam a impressão de desnorteio, próximo a uma crise existencial musical mesmo; incompreendida pelos fãs e, também, pela crítica, o Judas Priest seguia… Custoso de entender, principalmente por se tratar de uma das maiores bandas que o metal já forjou.    

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“Mais rápido do que uma bala
Um grito apavorante
Enfurecido e cheio de raiva
Ele é metade homem, metade máquina”

        (letra de painkiller – 1990)

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A música retrata a história de um anjo metálico, enviado para vingar a humanidade dos malfeitores do mundo. O mascote estampou mais duas capas do Judas Priest: Jugulator (1997) e Angel of Retribution (2005); este último marca o retorno às origens (musicais) da banda e, também, da formação clássica do Priest, com Halford nos vocais. 

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Painkiller (1990): marco para o ‘speed metal’

Mark Wilkinson, ilustrador inglês, foi o responsável por criar as três capas já citadas, além de outros lançamentos do Judas Prist, como Ram It Down (1988), Nostradamus (2008) e Redeemer Of Souls (2014). O artista é muito requisitado por bandas, artistas (autores de livros) e eventos (criou os cartazes do Monsters of Rock); já desenvolveu diversos tipos de trabalhos por possuir uma fluidez de traços e riqueza de elementos muito ampla; A ilustração de Fugazi (1984), disco do Marillion já proporcionou importantes prêmios a Wilkinson. Além do Marillion, o ilustrador já criou obras para o Iron Maiden, The Who, Jimmy Page, dentre outros grandes nomes da música.

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Mark Wilkinson: Trabalhos com o Marillion, Iron Maiden e Judas Priest

“Todos os registros que fizemos, tentamos dar-lhes alguma distinção, alguma identidade separada. British Steel (1980) não soa como Stained Class (1978), Stained Class não soa como Painkiller (1990), Painkiller não soa como Defenders of the Faith (1984)… Então eu acho que tudo tem seu lugar e tem seus momentos, e sempre nos alimentamos com diferentes áreas e, ao mesmo tempo, entramos com nosso metal. Então graças a Nostradamus (2008), temos Redeemer of Souls (2014)”, disse Rob Halfard no laçamento do álbum de 2014. 

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Outros macotes que ilustraram discos do Judas Priest: Fallen Angel, Metallian e Hellion.

O Judas Priest rompeu paradigmas, suas marcas (férreas) são duradouras e visíveis o bastante para observamos a olho nu: o rock não seria a mesmo (tão pesado e veloz) sem a contribuição sonora (e esmagadora) deles.

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Mad Butcher – Destruction 

Açougueiro insano, carniceiro louco, psicopata, homem maníaco… Poderíamos denominá-lo de inúmeras formas, mas o indivíduo citado não está muito preocupado em convenções, pois, assim como o Destruction, foge do usual, do costumeiro… Afinal de contas, quantas bandas de Rock ou Heavy Metal dispõem de humanos como mascotes?

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Mad Butcher é o segundo EP da banda alemã, lançado em 1987, cuja canção de mesmo nome se tornou um clássico para os fãs do Thrash Metal. Este EP funcionou como uma pequena demonstração sonora, pois dois novos membros tinham entrado na banda, Olly Kaiser (bateria) e Harry Wilkens (guitarra). O resultado foi o registro de um Destruction mais técnico e preciso.

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“Açougueiro Maluco
Um fogo está queimando em seus olhos
Seu cérebro está na guerra e o mal ele levantará
Seu sangue é preto, está fervendo
Agora ele irá passear,
Ele sabe da sua sorte”

(Letra de Mad Butcher – 1987)

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Após a saída de Marcel Schimier da banda (em 1989), Mad Butcher é afastado por tempo indeterminado… O vocalista retornaria à banda nos anos 2000; o patológico açougueiro dissimulado, de olhar mofino e sorriso mórbido reaparecia para o deleite dos fãs de longa data.  O avental ensaguentado e a faca de dois gumes prevalecem (e aparecem nos shows): aparência amedronta, intimida, aterroriza e espanta qualquer desavisado (e desafortunado) que lhe cruzar o caminho:

“Através das ruas escuras da cidade
Seus passos estão ecoando
Agora ele é arbitrário, oh ele está ofegante
Em sua mão uma lamina de sólido aço
Agora é a hora de você sentir”

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Uma curiosidade: Mad Butcher também é o mascote oficial do Frente Radical Verdiblanco, time de futebol colombiano! 0.0

Concluindo a matéria… Achei interessante uma analogia feita pelo site Loudwire.com, que compara mascotes de clubes esportivos aos das bandas de metal, com a diferença de que àqueles não disputam desajeitadas ‘corridas’, mas se encontram, ao invés disso, em inúmeras situações de perigo. Vida longa à eles!

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Em sentido horário: Danzig, Blind Guardian, Runnig Wild, Anthrax, Sodom, Primal Fear, Overkill, Gamma Ray, Mötley Crüe, Avenged Sevenfold, Kataklysm, Grave Digger

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Mascotes do Rock: Um clássico animado – Parte 1

Por Marcella Matos

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Mascotes são expressões, símbolos e outros códigos de comunicação

Mascotes são figurinhas estampadas que se confundem com a própria trajetória da banda; não se resumem à arte gráfica ou apelo visual, com pífio intuito de gerar identificação, popularidade e aceitação entre público e ‘marca’ apenas. Definitivamente não ocupam a simples posição de gravuras, sejam nas capas dos discos, camisetas, pôsteres ou souvenires diversos… Vão muito além: Como curiosas ‘iconografias’, estão intrinsecamente ligadas ao Heavy Metal. Mais do que representação de símbolos e imagens sem significância, mascotes são a própria personificação das bandas; ostentam nomes e envergam discursos que servirão de parâmetros para criações. As bandas não seriam as mesmas sem a presença destes ilustres parceiros.

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Heavy Metal- Os grandes mascotes do gênero

 

Megadeth – Vic Rattlehead

Metal atravessa seus ouvidos

Ele não ouvirá o que dizemos

Visor sólido de aço cravado

Cruza seus olhos

Grampos de ferro fecham seu maxilar

Então ninguém ouvirá os seus lamentos”

(trecho da música The Skull Beneath the Skin)

Este trecho da música do Megadeth, do álbum killing Is My Business… and Business Is Good (1985), foi a referência para que um fã da banda, Sean Smithson, desenhasse,  ainda que de uma maneira bem simplista, Vic Rattlehead.

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Quando o Megadeth gravava o segundo álbum Peace Sells… But Who’s Buying?” (1986), Dave Mustaine (vocal e guitarra) se interessou pelo trabalho do artista Ed Repka, que outrora criara capas de discos para bandas de Heavy Metal, como Death e Venom. O requinte dos traços juntamente com a riqueza de cores e detalhes chamou a atenção do líder do Megadeth; a parceria estava formada.  Numa entrevista ao site Figment News, Repka conta:

[…] “Eles me mostraram uma foto de Vic em uma camiseta, e era um desenho muito bruto, bem básico mesmo. Tomei como base esse modelo e redesenhei o personagem dando-lhe os meus traços. Adicionei ganchos na boca, tampões nos ouvidos e um visor de aço rebitado em seus olhos”.

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Alguns dos trabalhos de Ed Repka

O conceito de Vic Rattlehead partiu de um antigo provérbio japonês: “Não olhe para o mal, não escute o mal, não pronuncie o mal”; cuja simbologia é representada pelos três macacos sábios: Mizaru (o que cobre os olhos), Kikazaru (o que tapa os ouvidos) e Iwazaru (o que vela a boca). O significado do ditado popular diz que “para mantermos o mal distante, devemos não praticá-lo com o próximo”. Lembrando que Vic Rattlehead possui ganchos na boca, tampões nos ouvidos e um visor que cobre seus olhos.

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Eddie The Head – Iron Maiden

‘Mestre dos Mascotes’ no Heavy Metal, sem dúvida Eddie impera dentre os demais. As apresentações do Iron Maiden são referência no quesito visual (e sonoro, claro).  De uma simples máscara (em um painel ao fundo do palco que jorrava sangue e expelia fumaça) à uma máquina de mais de três metros de comprimento (que interage com os músicos durante as apresentações) dão mostra de quanto fôlego permeia a veia criativa da Donzela de Ferro.

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Não obstante, o aperfeiçoamento de Eddie ao longo dos anos é magistral. A evolução de uma rudimentar ‘cabeça’ para uma ‘existência corpórea’ está relacionada ao belo trabalho do britânico Derek Riggs: “Eddie é a imagem mais poderosa e duradoura da história do rock, já vendeu mais mercadorias nesta indústria do que qualquer outra coisa. Na época que eu o desenhei, no final dos anos 70, não havia algo semelhante”, Relata Riggs em entrevista.

Após o afastamento dele outros artistas trabalharam com o Iron Maiden, como David Patchett, Mark Wilkinson, Hugh Syme, Tim Bradstreet e Melvin Grant; no entanto, alguns fãs mais ortodoxos alegam que as capas dos discos perderam àquele brilho de outrora, repleto de detalhes e caracterizações.

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Derik Riggs: Capas que marcaram os fãs do Iron Maiden

O mascote Eddie The Head foi ganhando cada vez mais espaço e personalidade própria. Assumir formas variadas é uma de suas facetas; dentre algumas de suas caracterizações, estão: múmia, ciborgue, senhor da morte, esfinge, alien, samurai, soldado, guerreiro Maia, zumbi assassino (com direito a topetão a la estilo punk); Eddie já encarnou uma espécie de espectro entre nuvens, viveu na pele de um paciente preso à camisa de força, enfim… 

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…Passaríamos longas horas destrinchando as caracterizações de Eddie.

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Eddie foi ‘tirado’ de uma piada antiga da Inglaterra, que é a seguinte: Uma mulher deu à luz uma criança que não tinha braços, pernas ou tronco. Era só uma cabeça e seu nome era Edward “The Head”. O médico disse a ela para não se preocupar, pois ele conseguiria um corpo adequado para o bom Eddie. Uns anos mais tarde, o pai de Eddie chegou à sua casa e junto de toda família, disse: ‘Bem, hoje é seu aniversário e, garoto! Temos uma surpresa para você, o melhor presente de todos! Ao ouvir isso, Eddie retrucou: ‘Ah, não! Outro maldito chapéu não!”

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Eddie e as turnês do Iron Maiden

  Dave Beazley, amigo de Steve Harris (baixista e fundador da banda) foi um dos idealizadores de Eddie The Head:

“[…] Como na música Iron Maiden, a letra diz “See the blood begin to flow…” (veja o sangue começar a fluir…) Então para o pano de fundo que utilizávamos nos shows desenvolvi, com a ajuda de um amigo que estudava artes, uma máscara moldada a partir da minha própria face que tossia sangue durante essa passagem da música”, conta Beazley.

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Os primórdios de Eddie: Painel que expelia fumaça e jorrava sangue

Com o passar dos anos as aparições de Eddie vão se tornando cada vez mais elaboradas, com direito a efeitos pirotécnicos, fogos de artifício, sonoplastia… Um cérebro gigantesco, ora conduzido à cabeça de Eddie, fazendo-o ganhar vida em pleno palco nos dá uma mostra que Eddie (e o Iron Maiden, claro) detém a ‘majestade’ da linguagem visual no Heavy Metal.

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Tempos Áureos de Eddie: Excepcional evolução mecânica

 

Motorhead: Snaggletooth “WarPig”

Motorhead forjou ao longo das décadas uma carreira e tanto! Uma das pioneiras do movimento New Wave of British Heavy Metal (N.W.O.B.H.M.), rompeu paradigmas e conquistou, com muito mérito, a condição de lenda do Rock/Heavy Metal. Logicamente, tinham que possuir um mascote que fizesse jus ao legado do trio:

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Snaggletooth foi criado especialmente para a capa do disco de estreia do Motorhead (1977), se tornando o logotipo da banda desde então. O primeiro esboço, por assim dizer, foi desenhado pelo artista Joe Pentagno; as demais interferências da capa, como o efeito do ‘filme negativo’ e aquela fonte característica com o nome da banda (efeito metalizado) foi elaborada pelo designer Phil Smee. O mascote faz jus à figura visual e sonora do Motorhead: Snaggletooth apresenta semelhanças com a imagem da banda, pois é certo que o javali exprime uma certa aura de primitividade, crueza, potência e força que são próprios dos ingleses, numa parceria que tem vigor. De acordo com o criador, a inspiração para o WarPig foi a própria aparência de Lemmy Kilmister (vocal e baixo):

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“A inspiração veio de um bastardo naturalmente irritado! E Lemmy é o mesmo! Então, era obrigatório ser um casamento poderoso; de uma ‘natureza primordial’. Eu fiz muitas pesquisas sobre tipos de caveiras e descobri que uma combinação cruzada de gorila, lobo e cão funcionariam bem com alguns chifres de javali. Lemmy adicionou capacete com pontas, correntes, espigas e grão”. Disse Joe Pentagno, que se refere carinhosamente ao mascote como The Bastard (O  Bastardo).

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Algumas das capas criadas por Joe Pentagno

Joe Pentagno continuaria seu trabalho gráfico com o Motorhead nos demais lançamentos. Além de trabalhar com o grupo, o artista cunhou “Icarus”, do Led Zepellin, criou capas para o Krisium, Sodom e inúmeras outras bandas de Heavy Metal. Com Kilmister e companhia foram no total de 13 criações em mais de 30 anos de parceria:

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Outros trabalhos: Krisium, Sodom, Led Zeppelin e Mactatus

“[…] Eu sinto que realizei algo único na história do Metal ao longo dos últimos 31 anos. […] Em uma invenção da minha própria imaginação, uma imagem, ou melhor, uma entidade que assumiu uma vida própria, que eu realmente acredito ir além da música que foi criada para representar. Estou orgulhoso disso!

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Murray Maor – Dio

Numa carreira muito bem sucedida, como vocalista do Rainbow e do Black Sabbath, já seria o suficiente para que Ronnie James Dio marcasse seu nome no panteão do Heavy Metal. Não obstante, com o lançamento de Holy Diver (1983), primeiro disco da banda Dio, seu talento para compor e alcance de voz o fizeram conquistar um ‘som’ e ‘imagem’ próprio, que lhe proporcionou uma carreira independente e além das suas antigas bandas. A primeira aparição de Murray, uma fera selvagem cujo olhar é faminto de sangue, foi justamente nesse momento tão crucial na carreira do ilustríssimo vocalista. Holy Diver é considerado um dos melhores álbuns de Heavy Metal; um verdadeiro clássico que rompeu as barreiras do tempo, não se limitando à década do seu lançamento e ainda assim soa atual. Álbum pesado que continua a servir de referência a músicos.

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Imagem ‘profana’ que marcou o imaginário dos fãs de Heavy Metal: Como não se lembrar de uma diabólica criatura que espreita atrás de uma montanha, e afoga um clérigo com sua imponente corrente!? Murray comparece em três discos da banda: Holy Diver”, “The Last in Line” (1984) e “Dream Evil” (1987), sempre em situações que nos levam automaticamente a crer na sua maldade imanente; no entanto, o próprio Ronnie James Dio já disse que não devemos tirar conclusões, pois se tratam de imagens complexas que, se analisadas cuidadosamente, podem levar a diferentes interpretações.

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A ideia da ‘blasfema’ capa partiu de sua esposa, Wendy Dio. Com o conceito em mente, o primeiro desenho de Holy Diver foi feito por Gene Hunter, músico e amigo de Dio; contudo, após umas pequenas mudanças, a ilustração final ficou por conta de Randy Berrett:

“Originalmente, a obra de arte tinha o padre subaquático pendurado de cabeça para baixo e acorrentado a uma cruz. Eventualmente, decidimos que a cruz era um pouco demais, mas Gene fez um ótimo trabalho com ela, e Randy fez o resultado final”, Contou Ronnie James Dio.

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A origem de Murray não é tão simples… Remonta a uma história antiga, revelada em um livreto de divulgação do disco Dream Evil, como o site Loudwire.com mostra:

“Muito antes do alvorecer do homem, o mundo estava habitado por dois grupos: os Malcovians e os Cyclops. Quando o governante Malcovian tentou assassinar seus filhos, com medo de uma falsa profecia, um deles escapou: Murralsee. Sua mãe lhe deu uma poção adormecida para aguardar tudo e ele acordou quase um trilhão de anos depois. O sono o transformou no ‘monstro’ que o conhecemos hoje”.

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Capítulo que narra as raízes de Murray

Murray despertou em uma Nova Era, onde teria conhecido Ronnie James Dio; este teria apelidado carinhosamente o ‘demônio’ de Murray Maor. Sempre que possível, Dio retorna à caverna de Murralsse para ouvir suas histórias de outrora, que por sua vez serão contadas/cantadas nos discos da banda.

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Violent Mind – Kreator

Espécie de ‘demônio’ com o cérebro exposto, o mascote dos alemães do Thrash Metal emergiu quase dez anos após a formação da banda. E sua aparição, no que se refere a intervalos entre os discos, nunca foi tida como certa (foram cinco de quatorze capas). Em Pleasure to Kill (1986), Violent Mind aparece ainda com o corpo, não remetendo muito ao que viria a ser futuramente. Apenas em Coma of Souls (1990), quinto disco da banda, a face maltratada de Violent Mind ‘dá as caras’. E, onze anos depois, no álbum Violent Revolution (2001), a cabeça em fúria reaparece, mostrando que a banda não está muito preocupada em seguir ciclos ou padrões…

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A cabeça flutuante (e fustigada) expressa o que as letras reflexivas do Kreator manifestam: opressão; ao mesmo tempo em que simboliza ambivalências, como as Sombras (intolerância e crueldade) e Luzes (resistência e esperança) que habitam dentro de cada um de nós.

 “Não é um mascote que a banda tropeça regularmente, mas quando eles têm, a imagem é transformada para refletir as voltas da sociedade. Por exemplo, quando a sociedade ocidental se mostrou mais reacionária em resposta a eventos como o 11 de setembro, Violent Mind foi retratada em Violent Revolution (2001) como parcialmente coberta, quase como o vermelho sangrento sob a carne apodrecendo que estava prestes a explodir em frustração. […] E também como a sociedade se inclinou mais para a divisão e a intolerância, como representada na capa de Hordes of Chaos (2009), com indicativos de agressão externa”, Como aponta uma reportagem do site clrvynt.com.

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Simbolizando a opressão dos fracos

Essa dualidade existente em cada um de nós está “a postos”, atenta e em posição: prontos para serem externalizados e manifestados, por meio de (boas ou más) palavras e/ou ações, ao mínimo estímulo que nos atinja…

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Pumpkin Head – Helloween

O Helloween é referência quando o assunto é Power Metal, afinal de contas a Alemanha foi solo fértil para a popularidade do gênero nos anos 80. Bandas como Primal Fear, Grave Digger, Edguy, Blind Gardian, Freedom Call, Masterplan, Gamma Ray, Heaven`s Gate, Mob Rules, Rebellion, Avantasia e Running Wild são exemplos de como o estilo se difundiu da Alemanha para o mundo. As influências que dariam origem ao Power Metal remonta ao final do anos 70, na Inglaterra, com bandas como Rainbow e Judas Priest, por exemplo, que incorporaram em suas músicas particularidades que, mais à frente, seriam absorvidas pelas bandas alemãs citadas logo acima. Notas altas e vocais agudos, andamentos acelerados (que mostra a técnica aprumada dos músicos), letras voltadas para temas épicos, fantasiosos e medievais, influência erudita e destaque nas melodias são algumas das características deste subgênero do Metal.

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“Alguém está sentado em um campo

Nunca cedendo

Sentado ali com olhos arregalados

Esperando que a grande abóbora apareça”

(letra de Halloween – 1987)

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Desde o início a abóbora sempre esteve presente como mascote da banda. Logicamente que a associação entre a dia das bruxas (Halloween) e HELLoween (Inferno/ banda) facilitou a incorporação de Pumpkin Head  como marca: Na escrita de Helloween, a letra ‘O’ sempre é estampada com a cabeça da abóbora… No entanto, seu corpo já assumiu formas variadas a fim de vivenciar aventuras e se desvencilhar das situações de ‘perigo’ (vide as capas).

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A segunda parte pode ser conferida aqui.

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Mascotes são ‘imagens’ que assumiram vida própria

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