Personalidades do rock: Max Cavalera, orgulho nacional

O que escrever sobre Max Cavalera? Afinal de contas são tantos acontecimentos significativos em sua extensa carreira musical, e tamanha é a sua importância em ter levado ao topo o nome do Brasil – em se tratando de Heavy Metal – para terras tão longínquas que umas poucas míseras palavras não farão jus a sua pessoa. Entretanto, sigamos…

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Max, desde muito cedo lutou por seu espaço, obtendo êxito no cenário sem nunca perder sua essência brasileira, fazendo uma mistura primitiva da cultura/natureza/substância nacional  com a música vinda de fora, criando uma identidade tão forte em suas músicas que chega a ser impossível não associar (nem que seja de leve) a sua pessoa.

Inúmeros músicos foram influenciados pela sua sonoridade, revelada ao mundo em meados da década de 80, época na qual houve a explosão do Thrash Metal, tendo inclusive o Metallica  assistido várias apresentações do Sepultura na época.

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De cima para baixo: Paulo Jr. (B), Jairo Guedez (G), Max (G) e Igor Cavalera (D) no ano de 1985; Sepultura já com Andreas Kisser.

Ousado em seus projetos, Max, ao longo de sua carreira misturou música pesada com ritmos indígenas e tribais, adicionando instrumentos um tanto incomuns para o Heavy Metal. Máquina de fazer riffs, sua marca registrada é a guitarra de 4 cordas, onde suas canções são munidas de belas melodias aliada a todo aquele peso, vindo a primeira  a complementar a última e vice-versa.

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A fusão de ritmos indígenas com o heavy metal ganhou significativo destaque no disco Roots (1996), no qual as músicas Itsári e Jasco foram gravadas em uma tribo (Xavante).

Seu legado musical é extenso, sempre adicionando personalidade e originalidade a todos os seus projetos, seja com o Sepultura, Soulfly, Cavalera Conspiracy, Killer be Killed ou Nailbomb;

De cima para baixo: Soulfly, que na época ainda contava com Joe Duplantier (Gojira) no baixo; Com João Gordo no projeto intitulado C.T.I.

De cima para baixo: Soulfly, que na época ainda contava com Joe Duplantier (Gojira) no baixo; Com João Gordo no projeto intitulado C.T.I.

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De cima para baixo: Com o irmão, Igor; Ensaiando com o pessoal do Killer Be Killed

 Desde o início se destacou na cena da qual fazia parte, sendo importante sua contribuição para a internacionalização do Brasil, criando, ousando, inspirando e direcionando o som de muitas bandas (principalmente o que viria a ser conhecido como nu metal), fundamental para a progresso do gênero. Por tudo isso nossos sinceros agradecimentos – todos os brasileiros headbangers – ao maior nome do Heavy Metal brasileiro.

Capa de sua autobiografia My Bloody Roots; Com Ozzy Osbourne

Capa de sua autobiografia My Bloody Roots; Com Ozzy Osbourne

Max em entrevista para o Lokaos fala sobre sua juventude, roubos de microfone, a quase turnê com o Nirvana, dentre outras coisas legais.

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