A biografia de Ian Curtis – Líder do Joy Division

A vida (e até a morte) de toda figura lendária do rock é marcada por acontecimentos fora do comum, por assim dizer, e isto, claro,  é acompanhado de muito interesse por parte do público que especula e interpreta de inúmeras formas. Uma das personalidades mais enigmáticas e emblemáticas deste cenário é sem dúvida Ian Curtis, vocalista do Joy Division. Sua vida (marcada pela epilepsia), música e morte o transformaram em um verdadeiro mito.

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Ian Curtis pode ser considerado um “frontman” fora do padrão rock, por assim dizer, pois tinha um modo de vida bem diferente  dos astros de rock, isto é, um cotidiano sem grandes excessos,  ele era um tanto introspectivo e desajeitado, emfim, explicarei com mais detalhes logo à frente.

 Romântico, Curtis casou-se cedo com Deborah, sua colega de colégio e primeira namorada, com quem tinha um grande carinho e afeição. Curtis teve um relacionamento, ainda casado com Deborah, com a jornalista belga Annik Honoré. Cedendo a esta paixão avassalaradora, Ian nutria uma grande angústia, o que refletia no tom sombrio de suas letras; soma-se a isto as discussões que vinha tendo com sua esposa, Deborah, o que resultou, mais tarde, em um divórcio difícil e conturbado.

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Ele decidiu ter uma banda após assistir ao show dos Sex Pistols, encantado com aquele universo que os músicos da banda passaram no palco.

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Ian sofria de epilepsia, e teve várias crises no palco. Ele desenvolveu, acredita-se que em consequência das crises, um jeito diferente de cantar no palco: dançando  sempre movimentando os braços (Renato Russo era um grande fã de Ian, vindo a se inspirar no timbre e  na postura de palco do vocalista do Joy Division). Os fãs e os próprios integrantes da banda não sabiam se Ian apenas dançava ou se estava em plena crise da doença tamanha a “semelhança” entre ambas.

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Dentre suas grandes e muitas influências (como Iggy Pop, The Doors, Lou Reed) David Bowie figura entre as mais significativas de sua vida.

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Ian se matou aos 23 anos, se enforcou na cozinha de sua casa numa espécie de corda que sustentava  um varal de teto de roupas. Ian sofria com os ataques cada vez mais frequentes de sua doença, que agravava sua mente brilhantemente perturbada, e com as angústias que lhe atormentavam diariamente o coração, intensificadas com os conflitos de sua vida pessoal. Ian deixou sua filhinha pequena, então com 1 ano de idade. O joy Division tinha gravado dois discos até então. Muitos fãs dizem que o disco Closer é um indício profético da então futura morte de Curtis. O que seriam dos mitos sem as grandes histórias?

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 Um pequena parte de sua vida foi retratada no filme “24 Hour Party People” (A festa nunca termina), porém, foi somente no filme “Control”, dirigido por  Anton Corbijn que a vida de Ian Curtisn é colocada em evidência. Há também o documentário “Joy Division” lançado em 2007, que faz um recorte da banda, com imagens da cidade natal deles e entrevista com os demais membros da banda;o documentário foi dirigido por Grant Gee. 

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