As músicas e suas versões

Por Marcella Matos

Desde criança temos heróis em nossas vidas, são pessoas reais, de carne e osso, que nos ensinaram os primeiros passos da vida, mas chega um determinado momento da vida que precisamos seguir, traçar novos horizontes, e decidir por novos heróis, não que os anteriores perderam espaço, eles simplesmente foram eternizados, e são tão gentis que abriram espaço a outros ídolos, outros heróis, que nos influenciam a ser o que somos; não que o copiamos, simplesmente captamos aquilo que nos identifica e transformamos em algo novo, pois uma coisa não se pode esquecer: “Por mais perfeita  que seja a cópia ela sempre estará  atrás da original”; mas será que no mundo da música, mais precisamente,  nas suas versões, esse ditado se aplica? Ouça as duas versões e tire suas próprias conclusões!

Música: Words 

 Versão: Elvis Presley  

Original: Bee Gees

 Sem Elvis não existiria o rock; a partir dele todo apoio comercial ao ritmo novo foi feito. Ele bebeu da fonte mais preciosa, sua bagagem está repleta de raízes negras do rhythm & blues. A música dos Bee Gees (antes da sua fase música dançante e falsete que os eternizariam) foi interpretada por Elvis em algumas apresentações ao longo de 1972, e a canção pode ser conferida no documentário Elvis era assim.

E fora que muitos outro artistas fizeram versões de músicas dos Bee Gees, como Janis Joplin e Nina Simone (To Love Somebody), Faith no More (I Started a Joke)… Vale a pena conferir!

A versão do rei do rock

 

Música: Stand By Me

Versão: John Lennon

Original: Ben E. King

Uma curiosidade dessa música, interpretada por Ben E. King, é que possui nada menos que quatrocentas versões (entre bandas e artistas da lista encontram-se U2 e Jimi Hendrix). A canção foi classificada entre as 500 melhores músicas de todos os tempos, ocupando a posição 122°, pela revista Rolling Stone. Também foi classificada como a quarta música mais executada no século XX. Lennon era grande fã do artista, seu filho, Julian Lennon também gravou a mesma canção. A canção encontra-se no disco Rock ’n’ roll de 1975, último disco antes do hiato de cinco anos sem gravar.  

 

 

Música: Twist And Shout 

Versão: The Beatles

Original: The Top Notes/ The Isley Brothers

A música foi hit dos anos 60 na voz da banda The Isley Brothers, entretanto, curiosamente foi gravado antes por outra banda, a The Top Notes, mas um dos compositores da música não havia gostado do resultado. A música gravada pelos The Isley Brothers foi bastante executada pelos grupos de Soul da época. Twist And Shout foi regravado pelos Beatles no ano de 1963, mais precisamente no álbum Please Please Me. O curioso é que no dia da gravação, John Lennon estava gripado, o que ocasionou a famosa rouquidão de sua voz, notada na canção. Entre as bandas que regravaram a música, está o The Who, Electric Light Orchestra; fora os inúmeros covers, como o de The KinksBruce Springsteen, dentre outros.

 

 

Música: I Just Don’t Know What To do With Myself

Versão: White Stripes

Original: Dusty Springfield

 A dupla The White Stripes, formado por Jack e Meg White, fez  a versão, talvez a mais conhecida, da música  I Just Don’t Know What To do With Myself, presente no disco  Elephant, quarto disco da banda, lançado em 2003 . O clipe da música é estrelado pela modelo inglesa Kate Moss, amiga da dupla, e foi dirigido por Sofia Coppola.

Esta música foi regravada inúmeras vezes, inclusive por artistas de diferentes gêneros. Tommy Hunt  foi o primeiro a gravar a canção, em 1962, entretanto, foi regravado dois anos depois por Dusty Springfield (The Springfields) e foi um extremo sucesso. Entre as famosas regravações está a de  Dionne Warwick,  Isaac Hayes,  Elvis Costello & The Attractions, Marcia Hines, Gary Puckett,  Demis Roussos, The Photos,  Linda RonstadtSteve Tyrell,  Tina Arena, dentre outros.

 

 

Música: The Man Who Sold  the World

Versão: Nirvana

Original: David Bowie

Quem não se arrepia ao escutar a canção The Man Who Sold the World   na linda voz de Kurt Cobain? Diria que não empresta somente sua voz para a interpretação da canção, esta, versão mais conhecida da música, ele, notavelmente, alimenta a canção com sua própria alma. Essa perfoma-se inesquecível pode ser conferida no MTV Unplugged in New York,lançado em 1994; Repare no cenário do dia, o ambiente está decorado com velas e lírios brancos. Seria a despedida de Kurt Cobain?

A canção pertence a David Bowie, e pode ser conferida no seu disco homônimo de 1970. O título da canção lembra The Man Who Sold the Moon (1949), livro de Robert A. Heinlein.

A música apresenta inúmeras versões de outros artistas, como Lulu, que a regravou pela primeira vez, estando Bowie por trás da produção, participando também dos vocais, saxofone e guitarras.

Uma curiosidade dessa versão ,é que Kurt Cobain, nos ensaios, insistiu para usar seu amplificador e pedais de efeito, o produtor do acústico disfarçou o amplificador, colocando uma caixa em sua frente, fazendo-o parecer o calço do monitor. 

O engraçado é que a interpretação do Nirvana, meio que “empurrou para o lado” a canção de David Bowie, numa entrevista, ele mesmo disse que crianças chegavam perto dele e diziam: “Legal você ter cantado uma música do Nirvana”, ele pensava: ”Vão se f…”.

 

 

Música: I Love Rock ‘n Roll

Versão: Joan Jett

Original:  The Arrows

Sucesso na voz e na guitarra energética de Joan Jett, chegando a alcançar a posição número um da  Billboard Hot 100, a música possui duas gravações, a primeira, em 1979, Joan gravou juntamente com dois integrantes dos Sex Pistols, mas o estrondoso sucesso que a colocou no topo das paradas norte americanas, e seu álbum I Love Rock ‘n Roll (1981) em segundo lugar nos mais vendidos, só veio com segunda versão gravada em 1982 com sua banda The Blackhearts.

O disco vendeu cerca de dez milhões de cópias no mundo todo. Joan Jett escutou a música pela primeira vez num programa de televisão, na Inglaterra, quando estava numa turnê com The Runaways. A música foi composta por Alan Merrill e Jake Hooker, foi gravada e cantada pela própria banda deles, The Arrows, em 1975.  A versão de Joan já recebeu muitos prêmios (entre eles, 28° posição de melhor música de todos os tempos) e elogios do mundo musical, fora que a canção é considerada um verdadeiro hino do rock and roll. 

 

 

CONTINUA…

 

 

 


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