Eddie, a metamorfose ambulante

Por Marcella Matos

Mestre dos “Mascotes” no Heavy Metal, sem dúvida Eddie impera dentre os demais. As apresentações do Iron Maiden são referência no quesito visual (e sonoro, claro).  De uma simples máscara (em um painel no fundo do palco) que jorrava sangue e expelia fumaça, à uma  máquina de mais de três metros de comprimento (que interage com os músicos durante as apresentações) dá mostra de quanto fôlego permeia a veia criativa da Donzela de Ferro.

Eddie

Não obstante, o aperfeiçoamento de Eddie ao longo dos anos é magistral. A evolução de uma rudimentar ‘cabeça’ para uma ‘existência corpórea’ está relacionada ao belo trabalho do britânico Derek Riggs:

“Eddie é a imagem mais poderosa e duradoura da história do rock, já vendeu mais mercadorias nesta indústria do que qualquer outra coisa. Na época que eu o desenhei no final dos anos 70, não havia algo semelhante”. Relata Riggs em entrevista.

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As múltiplas faces de Eddie

Após o afastamento de Riggs, outros artistas trabalharam com o Iron Maiden, como David Patchett, Mark Wilkinson, Hugh Syme, Tim Bradstreet e Melvin Grant; entretanto alguns fãs alegam que as capas dos discos perderam àquele brilho de outrora, repleto de detalhes e caracterizações.

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As capas de Derek Riggs

O ‘mascote’ Eddie The Head foi ganhando cada vez mais espaço e assumindo personalidade ‘própria’ ao longo do seu progresso. Assumir formas variadas é uma de suas facetas. Dentre algumas de suas caracterizações, estão: uma múmia, ciborgue, senhor da morte, esfinge, alien, samurai, soldado, guerreiro Maia, zumbi assassino (com direito a topetão a la estilo punk); Eddie já encarnou uma espécie de espectro entre nuvens, viveu na pele de um paciente preso à sua camisa de força, enfim… Passaríamos longas horas destrinchando as caracterizações de Eddie.

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A ‘criação’ de Eddie teve como inspiração uma piada antiga da Inglaterra que é a seguinte: Uma mulher deu à luz uma criança que não tinha braços, pernas ou tronco. Era só uma cabeça e seu nome era Edward “the Head”. O médico disse a ela para não se preocupar, pois ele conseguiria um corpo adequado para o bom Eddie. Uns anos mais tarde, o pai de Eddie chegou à sua casa e junto de toda família disse: ‘Bem, hoje é seu aniversário e, garoto! Temos uma surpresa para você, o melhor presente de todos! Ao ouvir isso, Eddie retrucou: ‘Ah, não! Outro maldito chapéu não!”

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 Dave Beazley, amigo de Steve Harris (baixista e fundador da banda) foi um dos idealizadores de Eddie the Head:

[…] Como na música ‘Iron Maiden’, a letra diz “See the blood begin to flow…” (veja o sangue começar a fluir…) Então para o pano de fundo que utilizávamos nos shows desenvolvi, com a ajuda de um amigo que estudava artes, uma máscara moldada a partir da minha própria face que tossia sangue durante essa passagem da música”. Conta Beazley.

eddie iron maiden paul 1979

A primeira versão de Eddie (no painel ao fundo)

Com o passar dos anos as aparições de Eddie vão se tornando cada vez mais elaboradas, com direito a efeitos pirotécnicos, fogos de artifício, labaredas e sonoplastia… De um cérebro gigantesco, ora conduzido à cabeça de Eddie, fazendo-o ganhar vida em pleno palco, à um tanque de guerra (que atira!); nos dão a certeza que Eddie (e o Iron Maiden, claro), detêm a ‘majestade’ da linguagem visual/ “mascotitíco” do Heavy Metal.

 

O ‘Camaleão’ Eddie, the Head

 

 

 

 

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