O ‘inventor’ da Mão Chifrada: Ronnie James Dio

Por Marcella Matos

1e1e4d57b2f515222b146aae396eeadf--music-film-music-musicRonnie James Dio é uma genuína personalidade do Metal. Dono de um talento inato para  a música, seu alcance vocal e técnica aprumada inspirou (e ainda inspira) grandes músicos do gênero, tendo contribuído para o fortalecimento do Heavy Metal, ao mesmo tempo em que catalizou, digamos assim, o devido reconhecimento e respeito do estilo por parte dos grandes veículos de música e dos demais meios especializados. O vocalista, que é descendente de italianos, adotou o famigerado sobrenome “Dio” para a carreira artística por inspiração do mafioso italiano Johnny Dio. 

 

Tamanho é documento? Os Ditados populares (também conhecido por adágios, sentenças morais, etc.) são ‘verdades’ baseadas na cultura e no senso comum das pessoas… Dio é baixinho (1,62 m), mas os centímetros que ‘faltam’ em sua estatura sobram de força, potência, energia e domínio vocal nos palcos.

2010-12-29-dio

A mão chifrada é uma das maiores simbologias do Metal e caracteriza uma forte representação visual do movimento. Sob o ponto de vista científico e acadêmico, os símbolos reproduzem uma ideia, cujas características estão aceitas por convenção… Partindo deste princípio (e do preconceito externo que cerca o Heavy Metal), se popularizou (arbitrariamente) que a execução do movimento estaria associada à adoração ao diabo… Mas o significado da mão chifrada está longe disso: Remonta a uma antiga crendice popular italiana.  Conhecida por Malocchio (olho do mal em italiano), o gesto de erguer “o dedo indicador e o mínimo” era reproduzido pelas pessoas, pois acreditava-se que tinha o poder de afastar o ‘mau- olhado’. Cavando mais fundo ainda… A história nos revela que o tal ‘aceno’ tem por procedência a Grécia Antiga, simbolizando uma espécie de ‘maldição’/praga que foi sendo propagado até o ponto de se tornar uma superstição bastante popular.

03

Como já foi citado, Dio é descendente de italianos, e sua avó, que por sinal era muito supersticiosa, utilizava cotidianamente o gesto para se proteger contra o “mau olho” alheio; ele reproduzia a tal prática familiar nos palcos, por simples diversão. Como ele mesmo menciona numa entrevista ao site Metal Rules:

[…] “Duvido muito que eu tenha sido o primeiro a fazer isso. É como dizer que eu inventei a roda. Tenho certeza de que alguém já tinha feito isso antes. Acho que deveriam dizer que eu o popularizei. Eu o usei tanto e tantas vezes que se tornou minha marca registrada. […] Eu estava no Black Sabbath nessa época. Era um símbolo que eu achava que refletia aquilo que a banda deveria representar. Mas não é o símbolo do demônio como se estivéssemos aqui com ele. É um símbolo italiano que aprendi com minha avó e que se chamava “Malocchio”.

vovo-2

E explica o que o gesto significa:

[…] “Serve para afastar o mau-olhado ou para fazer o mau-olhado, dependendo de como você o faz. Trata-se apenas de um símbolo, mas tem encantos mágicos e atitudes e acho que funcionou bem com o Black Sabbath. Então fiquei bastante conhecido por isso e depois todos começaram a fazer a mesma coisa. Mas eu nunca diria que eu tenho crédito por ter sido o primeiro a fazer isso. Mas eu o usei tanto que acabou se tornando um tipo de símbolo do rock and roll”. 

bd9e89f04f3674817e1b34649a566f4d--jinx-dawson

Jinx Dawson, a pioneira do gesto ‘profano’

Uma curiosidade: Antes de Dio popularizar o “sinal do demônio” ao longo de sua carreira, uma banda chamada Coven, tinha por influência as teorias e práticas do ocultismo…

CBack

…Suas composições eram relacionadas aos fenômenos supostamente sobrenaturais. Até os aspectos visuais da banda agregavam a temática oculta: capas dos discos, vestimentas e o uso do Malocchio era recorrente durante as apresentações do grupo; a vocalista Jinx Dawson (que por sinal era uma pesquisadora voraz sobre o assunto) iniciava todos os shows com o gesto “macabro”. O Coven era excepcionalmente autêntico, pois se afastava do estilo psicodélico/hippie, gênero recorrente nas bandas da época; chamava a atenção, ao mesmo tempo em que chocava, com suas letras ‘satânicas’, sonoridade aguda e sua fotografia ‘herética’.

 

Com uma carreira muito bem sucedida como vocalista do Rainbow e do Black Sabbath, Ronnie James Dio por si só já teria marcado seu nome no panteão do Heavy Metal. Não obstante, com o lançamento de Holy Diver (1983), primeiro disco da banda Dio, seu talento para compor e  alcance de voz o fez conquistar um “som” e ‘imagem própria’, que lhe proporcionou uma carreira independente e além das suas antigas bandas… 

dio

Holy Diver é considerado um dos melhores álbuns de Heavy Metal; um verdadeiro clássico que rompeu as barreiras do tempo, e que não se limita a década do seu lançamento e ainda assim ‘soa’ atual. Álbum pesado e marcante que continua a servir de referência a músicos do estilo.

Ronnie-James-Dio

Anúncios

Dos Porões da Alma: Um relato sobre Type O Negative

Guardamos determinados sentimentos por não vermos razão em externalizá-los: depositamo-los em pequenas caixas, e acredito que o nosso cérebro é uma delas. Uma vez lacradas, estão imune às ‘intempéries’ do esquecimento que por ventura podem vir a danificá-las… Com muito cuidado, confiamos este pequeno tesouro num recinto longe dos olhos e olhares de todos –  a nossa alma. Neste tão íntimo e distante ‘lugar’ depomos o que há de mais puro e nobre acerca daquilo que nos fazem ser o que somos, ao mesmo tempo em que ‘empurramos’ escada abaixo tudo aquilo que parcamente empobrece o espírito… É nós porões da alma que preferimos mantê-lo..

por Marcella Matos

type-o-negative-4fc81b8946b34

Nada mais apropriado para falarmos de Type O Negative, banda que traz em sua bagagem uma atmosfera repleta de elementos mórbidos, soturnos, ora salpicadosde um sexualismo exacerbado, que se une ao universo ‘vampiresco’ numa fusão que reforça a faceta criativa e original de uma das bandas que marcaram com ‘ferro e fogo’ (acho que sangue seria um termo mais apropriado!) seu espaço musical nos anos 90.

Esse caldeamento lúdico da banda dificilmente irá encaixá-los em apenas um subgênero dentro do Metal: Gothic Metal, Doom Metal… Até de Vampiric Metal alguns veículos especializados já o retrataram – ainda que a sonoridade dos músicos não tenha experimentado vastas mudanças ao longo dos anos, como veremos mais à frente.

a2d9c6948b6ecb2c40d9048c2c9e3836--type-o-negative-peter-steele

Se o ano de 1989 foi o início de tudo para Type O Negative; o Carnivere, banda anterior de Peter, foi o prelúdio daquilo que viria a ser futuramente o Type; pois nota-se, ainda que sutilmente, características sonoras e levemente visuais daquilo que seria Peter e Companhia mais à frente. 

Pete Carnivore 1986 Lamour

Peter Steele (no centro) no Carnivere – 1986

Teremos que voltar no tempo para entendermos a trajetória sonora dos rapazes: Exatamente no ano de 1976, com a formação do Northern Lights (posteriormente Fallout); banda de Peter juntamente com Josh Silver, tecladista que faria parte do Type O negative 13 anos depois… O Fallout tinha uma sonoridade que vagava entre o HardCore e o Thrash Metal. Nesta época, Peter compunha “corrosivamente” sobre religião, decorrência da sua criação cristã. Suas letras sobre relacionamentos, traições, morte e sexo só seriam recorrentes em lançamentos que estavam por vir. Após o encerramento das atividades do Fallout, Peter formou o Carnivere.  

Fallout at Jimbos

Peter Sttele (à direita) tocando no Fallout

Originária da cidade de Nova York (EUA), Type O Negative só viria lançar seu  debut (Slow, Deep and Hard) dois anos após o início de suas atividades. Conseguiram uma gravadora sem grandes dificuldades, pois dispunham de uma proposta musical bem diferenciada. Encabeçada por Peter Steele (vocal e baixo) e seu amigo de longa data, Sal Abruscato (bateria); a banda se completaria com  Kenny Hickey (guitarra) e  Josh Silver (teclado), antigo parceiro do Fallout.

oudktkqTURBXy8zZTI5MTMyN2NmYmFkYWM3ODQ2ODMxOWE1MWNkMjM4ZS5qcGVnkpUDAsz5zQKhzQF6kwXNAyDNAcI

A primeira apresentação do grupo ocorreu no dia 23 de março de 1990 em L’Amour, no Brooklyn, segundo Mike Scondotto (vocalista do Inhuman), amigo de Peter:

“Eu estava lá e tinha 16 anos, verificando Peter do Carnivore e sua banda nova! Eu os amei desde aquele dia. Eles eram chamados de Repulsion e, em seguida, foram vendendo a demo de cor verde que eu comprei naquela noite e que possuo até hoje. Se chamavam antes de New Minority, depois viraram Repulsion, Sub-Zero e finalmente Type O Negative”. 

typeonegativechristmasbanner

 

Slow, Deep and Hard (1991) tem uma sonoridade muito similar à antiga banda de Peter, o Carnivere; seja pelo vocal mais agressivo, pela crueza das músicas, com faixas mais diretas e velozes, numa combinação de elementos sonoros do Punk, Metal Industrial  e Doom Metal; este, percebido através de guitarras mais ‘sujas’ (som mais encorpado, com ganho de volume e distorção) e andamentos ora mais lentos, ora mais rápidos; numa clara influência de bandas como Black Sabbath, por exemplo. Todavia, aquela ambiência desesperadora, fúnebre, que seriam ‘marca registrada’ da banda (em lançamentos posteriores), já está levemente presente nesta fase.  Com letras mais intimistas, Peter e companhia destilam as mazelas de um relacionamento fracassado, com alusão à traição, descrença, desespero, vingança, morte e suicídio… As letras foram compostas em apenas uma noite e são um reflexo das más experiências vividas por Peter naquela época.

1

A arte gráfica da banda, como o uso recorrente das cores verde e preto (que se tornaria a ‘assinatura’ do Type O Negative) já era bem empregada desde o primeiro disco.

 Destaque para a sonoridade do baixo (tocado por Steele), muito bem acentuado ao longo das faixas. Até um coral sacro é incorporado em uma das canções do disco. É justamente a soma das distintas ‘unidades’ que virá a compor o ‘todo’, e dará como resultado final o que se ouve em Slow, Deep and Hard.

 

O Segundo disco do quarteto nova-iorquino deveria ser um simples relato da banda ao vivo, sem muitas variações em relação ao disco anterior… Mas dizem às ‘más línguas’ que Peter gastou todo o dinheiro da produção do disco, e no estúdio mesmo regravou as faixas em novas versões, mixando-as posteriormente para que parecessem tocadas ao vivo; adicionaram-se aplausos, gritos, xingamentos… até uma possível interação da banda com a plateia, etc. Em se tratando do conhecido senso de humor da banda, não é de se estranhar que a história toda não passou de uma grande ‘piada’ por parte dos músicos; pois perceptivelmente que The Origin of The Feces (1992) não é um disco ao vivo. 

the-origin-of-the-feces-51f7b3b6700e8

É um álbum com uma sonoridade muito próxima do antecessor, com pequenas interferências, claro; faixas mais curtas e a inclusão de dois covers: Paranoid – Black Sabbath  e Hey Joe/Hey Pete – Jimmi Hendrix, ambas são encontradas apenas no relançamento do disco em 1994.

2

O humor “ácido” era uma característica da banda

Bloody Kisses (1993) alçou Type O Negative ao topo: Reconhecimento por parte da mídia e público, disco de platina, turnê mundial, clipes e prêmios na MTV… Com esse álbum a banda angariou um número maior de fãs. Composições como Christian Woman, Black n°1 em um disco coeso, de bons arranjos e linhas mais melódicas (principalmente pela presença dos teclados de Josh Silver) fizeram com que a banda ficasse para sempre no imaginário do público. Aquela identidade visual e sonora: Atmosfera gótica, vampiresca e soturna a partir de agora estava intrinsecamente associada à banda. Enfim, Bloody Kisses possibilitou ao Type O Negative seu merecido lugar ao sol (meio inapropriado para vampiros…), mudando sua trajetória no cenário do Metal para sempre. 

MI0001854984

Uma curiosidade: Neste ínterim ninguém menos que Peter Steele pousou digamos… como  veio ao mundo, para a revista “feminina” PlayGirl. Pessoas próximas disseram que Peter se arrependeu da empreitada ao descobrir que o público feminino da revista era de apenas 20%. 

3

Só no carão…

 

 

Se o disco predecessor já expunha uma banda madura, Octuber Rust (1996) dá  mais uma mostra da grandiosidade criativa e sonora da banda, mostrando os músicos um passo à frente de muitas bandas análogas ao seu estilo: Os arranjos instrumentais (muito bem realizado pelo piano/teclado de Josh Silver)  juntamente com letras mais elaboradas e guitarras distorcidas se encaixam muito bem ao timbre ‘mais’ grave adotado por Peter. 

016861887407

Ao longo das canções se faz latente uma atmosfera mais intimista: Passagens mais lentas, trechos acústicos, vocais mais limpos, sons ambiente (como o canto dos pássaros, ouvível em Green Man). Destaque para Wolf Moon, que desde os primeiros acordes já demonstra (com uma belíssima introdução de teclado) a sutileza de detalhes que fazem o Type O Negative soar de um modo  tão singular. 

type-o-negative-circa-1992

 

Tragédias pessoais marcariam a vida de Peter Steele durante o período de gravação de World Coming Down (1999), quinto disco da banda. O pai do vocalista faleceu, fatalidade que explica esse tom melancólico, quase fúnebre, presente em todo o disco; são as melodias (mais direcionada ao Doom Metal) juntamente com as letras (que retratam perdas, desamparo e morte) que proporcionam tal sensação de luto. Faixas como Everything Dies“, “Pyretta Blaze“,”Every One I Love Is Dead” e “All Hallow´s Eve” são muito bem recebidas pelos fãs.

016861866006

Life Is Killing Me (2003) é a convergência, diga-se de passagem, do passado e presente do Type O Negative. Digo isso pois há traços nesse disco que remete à momentos anteriores da banda (humor ácido, canções mais curtas, letras autodepreciativas, guitarras acentuadas…) mas claro que a essência ainda está presente: Bons arranjos de teclado,  bateria  mais cadenciada, elementos góticos, linhas vocais mais graves… Contudo, ainda há resquícios daquela aura depressiva de Word Coming Down (1999); como se percebe nas faixas Nettie e  Todd’s Ship Gods (Above All Things)Há inusitadas surpresas no sétimo lançamento do grupo, como na canção Less than Zero, em que uma cítara marca presença, instrumento com sonoridade excêntrica (bem marcante) e nunca utilizada por eles; I Don´t Wanna Be Me”, música que abre o disco (após a faixa instrumental “Thir13teen” – cover de uma série norte-americana), demonstra uma sonoridade voltada para o Punk Rock.  Enfim, é um disco mais diversificado se comparado aos lançamentos antigos.

51XaTbNfdFL

Steele passava por um momento bastante conturbado… Sua saúde mental não estava em ótimo estado, devido o abuso constante de álcool e drogas ao longo dos anos;  desenvolveu depressão e a síndrome da paranoia, que o levou a uma clínica de reabilitação. 

Dead Again (2007) revela um Peter mais reflexivo; retrato dos problemas que enfrentava, que o fez se reaproximar da religião e avaliar suas atitudes e ponto de vista perante a existencialidade e finitude humana…  No último disco da banda, a morte é ponto de reflexão e imersão para questionamentos. Esta atmosfera pesada, trilhada através dos becos e vielas escuras de uma mente perturbada, foi possível graças à produção não convencional de Josh Silver e Peter Steele. Podemos considerá-lo como uma síntese e/ou apanhado de todo o ‘conjunto da obra’, ou seja, um disco que remete a toda discografia já lançada pelo grupo; há em Dead Again canções mais longas, frequentes mudanças no compasso (ora mais cadenciado, ora mais veloz) e arranjos próximos ao Doom Metal (como na “Tripping a Blind Man” que aponta para a influência do Black Sabbath). Faixas como “Setemper Sun“, “The Profits of Doom” e “Halloween In Heaven“, esta última com um toque Punk, conta com a participação de Tara Vanflower (vocalista do Lycia); Dead Again dá mostra de quanta potência (sonora e criativa) a banda ainda dispunha em estúdio.

5

A banda, que assinara contrato com a gravadora Napalm Records em 2009, planejava um lançamento em breve; sóbrio e compondo para o que seria o próximo álbum da banda, Peter Steele sofreu uma parada cardíaca em 2010, vindo a falecer alguns dias depois de internado, aos 48 anos de idade. A morte repentina de Peter foi recebida com muito pesar por amigos e fãs:

“Como um fã há mais de 20 anos, a notícia da morte de Peter Steele é muito difícil pra mim […] ‘Pete’ significou muito para mim, e ele significava muito para o Brooklyn. Eu diria que ele era sem dúvida a pessoa mais bem sucedida do Brooklin da cena hardcore/metal e um verdadeiro ‘Brooklyn Bastard’, se já houve um”. Desabafa o amigo Mike Scondotto (Inhuman)

4

Numa entrevista dada em 2011, o baterista Johnny Kelly lamentou a morte do amigo e companheiro de banda:

“[…] Estou convencido de que ele cavalga com a gente ainda, onde quer que estejamos ele estará conosco. Sua partida foi muito infeliz. Ele era jovem. Tinha apenas 48 anos. Ele não estava mais usando drogas, não estava bebendo mais e várias outras coisas. Peter estava muito ansioso para começar a trabalhar em um novo registro com o Type O Negative. Estávamos nos preparando para fazer isso”. 

c941e0a3f45c46efa73f825a878cefdc

Com Doro Pesch (Warlock)

 Em um comunicado emocionado dirigido aos amigos e fãs, a família de Peter agradeceu o apoio e as mensagens de carinho recebido. Através das seguintes palavras exprimiram seu amor pelo irmão:

“[…] Por favor, lembrem-se dessas coisas maravilhosas sobre o Peter: Sua genialidade na composição de música e letras, seu talento para a orquestração, seu desenho artístico para capas de álbuns, suas performances e logomarcas inventivas; seus hábitos magnéticos com a platéia e fãs; seu talento com as palavras e idiomas; seu desejo insaciável de estudar ciência, engenharia e estratégia de guerra; seu amor pelas crianças e pelos animais; seu jeito de fazer todos se sentirem mais importantes do que ele; e sua generosidade e modos cavalheiros […]

6

Peter com pais, sobrinhos primos e irmãs

e5fa61f297332daa052548b6999abd38--type-o-negative-peter-steele

 

Termino expressando meu apreço pela banda, e recordo que Peter Stelle será sempre lembrado com muito carinho, seja por seu sarcástico senso de humor, sua maneira espirituosa (fora e dentro dos palcos) e sua inclinação em transformar dores, medos, morte e incertezas em relatos atípicos e singulares com um toque crítico de quem avalia a vida (e os sentimentos) sem floreios e firulas. Som familiar e vocal  inconfundível de Peter Steele, Type O Negative deixa uma legado musical idiossincrático. Sua música viverá para sempre!

 

%d blogueiros gostam disto: